O caminho

O bom do caminho é haver volta. Para ida sem vinda basta o tempo.

E o caminho pode ser pedregoso, perigoso e surpreendente. A resposta? Sempre há recomeço e certezas. E qualquer peso se transforma em pó. Por isso a terra é fértil. As palavras também seguem o vento, nem sempre conseguimos escutá-las. Expressar, dizer, contar, ouvir, uma ciência. Aqueles em que confiamos podem, também, desaparecer no pó. Há que homenageá-los em tempo.

As estantes estão superlotadas de livros  não lidos, autores esquecidos, como dizia Paulo Hecker Filho: escrever é assim sem destino, necessidade sem explicação. Fazer anônimo que se perde em estantes de livros não vendidos, nem lidos. Há que perseverar por conta própria.