A intimidade das coisas

A intimidade das coisas

Le jour tombe, le feu meurt, et je devrait bientôt cesser d’écrire, obligé par le froid de rentrer les mains. Les rideaux écartés, je devine à travers les vitres le silence de la neige. Sous um ciel bas, ce silence infini me pese l’ insaisissable présent de corps étendus dans la mort.
(…)
… que le silence de la mort est grand dans le souvenir de la débauche, quand la débauche elle-même est la liberté de la mort! Que l’ amour est grand dans la débauche! la débouche dans l ‘ amour !
(…)
Je le savais déjà que l ‘intimité dês choses est La mort.
(…)
… et naturellement, la nudité est la mort – et d’ autant plus “la mort’ qu’elle est belle!” (p.67-68)
Histoires de Rats (Journal de Dianus)

GEORGES BATAILLE

Uma jovem

A moça

Há poucos dias, vi uma jovem, no alpendre de uma casa, entretida na leitura de um livro. Alheara-se do mundo à sua volta, sempre lendo. Como que toda a sua vida lhe subira aos olhos, e estes iam devorando as linhas impressas, velozmente, sofregamente, página sobre página. Aproximei-me, curioso. Que estaria lendo com tanto interesse, horas e horas, longe de tudo? Poesia não podia ser: verso não dá ansiedade. Dá êxtase, olhos esquecidos no ar, por cima do texto. Romance policial? Uma biografia? Uma peça de teatro?

Perguntei-lhe. Ela chegou primeiro ao fim da página, virou depressa a folha. E mostrando a folha de rosto do livro.

Um romance. É assim que eu desejo ser lido. Só quero essa ansiedade, esse interesse, essa emoção. Para dizer comigo antecipadamente, que sou grato a Deus por me ter feito romancista. 

30 de setembro

Diário da Tarde  / p.386  /

Josué Montello

Demônios aquartelados

Demônios aquartelados

Deixa o amor do amado te tocar. Não importa que meio adormecida… Deixa que teus demônios avancem aquartelados: isso te fará bem. Mostra ao querido o lado negro, talvez cruel, mas assim mesmo teu. Quando não quiseres responder, não responde. Deixa de ter pena de ti. Abandona as queixas amarelas, vermelhas e azuis… Elas reafirmam o sofrimento. Queremos ter/usar esta armadura pesada a nos proteger, e como Joana D’Arc ter fé inabalável, vencer a guerra. No entanto as mazelas de amor são apenas batalhas… Ganhas ou perdidas, batalhas… As queixas? O pão com café preto de todas as manhãs. Alimenta tuas fantasias, aplaca tua ansiedade com o som da flauta mágica… Confirma tua peregrinação. Se amares o amor, ama. Exerce teu poder de mulher, de criatura. Ultrapassa barreiras de preconceito. Depois! Se não for amor, usa o ponto no final da frase, resolve. Não procura respostas, nem faças perguntas. Abra os braços.

DESENHO do Lucas

DESENHO

FrancoIsabellaAntoniaStellaJuliaMariaEduardoAnaClaudeMiguelRobertoFlávioFranciscoArthur

MarinaJoãoLucasPedro

JoséGuilhermeLuisLuizaAntônioCarlosRicardoMagdaSandraIsabelMartaLIla.VidaCorDoceAzulVerde

LeonardoAmareloVioleta

AnêmonaMaracujáChuvaTrovoadaLuzSaudadeAmadoOlharCasaFogo.Luz e tanto mar…

12/12/2012

Ao vento

Ao vento

Estudar, ler, música, bons espetáculos, apreender o prazer, e desfrutar do ócio. Não é sempre possível…
Importa ser. Perseguir o tempo, sentir o sol, o vento, o mar, a chuva e crescer!