
coisas de Jacques Lacan: “Com efeito, para as imagos – cujos rostos velados é nosso privilégio ver perfilarem-se em nossa experiência cotidiana e na penumbra da eficácia simbólica – a imagem espetacular parece ser o limiar do mundo visível, a nos fiarmos na disposição espetacular apresentada na alucinação e no sonho pela imago do próprio corpo, quer se trate de seus traços individuais, quer de suas faltas de firmeza ou suas projeções objetais, ou ao observarmos o papel do aparelho espetacular nas aparições do duplo em que se manifestam realidades psíquicas de outro modo heterogêneas.” (p.98 Escritos)
ah! estas questões dos escritos e dos falados e do pensado em sequência estranha da memória quando as conversas podiam “se arrastrar” ao som da voz, da argumentação, sem espelho, sem idéias, sem enfeite… porque éramos extremamente jovens. será que faz falta a juventude para esbarrar na vida amorosa e ser pessoa, outra vez, não mais sombra? existem tantos perigos! como ligar para um amado esquecido, desejar uma voz ou um acerto. então, de repente, a loucura, aquele certeza idiota ‘quem eu sou?’. Elizabeth M. B. Mattos – novembro de 2025 – Torres sou ainda aquela que se apaixonada e não percebe a sombra… ( sou distraída) ou melhor, não percebe o povo que circula, rodeia quem amamos… amamos?









