LONGE não EXISTE

Acho que o que nos faz voar, seja lá o que for, é a mesma coisa que atrai o marinheiro para o mar. Algumas pessoas jamais compreenderão isso e nós não podemos explicar-lhes. Se elas estiverem dispostas poderemos mostrar-lhes, mas nunca dizer-lhes.

O mundo é como é porque nós queremos que ele seja assim. Só quando a nossa vontade muda, é que o mundo muda; seja o que for que pedirmos, conseguimos;

 

Nunca haverá alguém que seja dono de qualquer coisa além dos seus próprios pensamentos. Através dos tempos, nunca conseguiremos conservar a posse de gente, lugares ou coisas. Podemos caminhar um pouco com eles, mas, mais cedo ou mais tarde, tomaremos, cada qual, posse apenas do que é nosso – o que aprendemos, como pensamos – e seguiremos separadamente os nossos caminhos solitários.

 

Não é ser amado e admirado pelos outros que nos dá alegria de viver. Essa alegria provém de ser capaz, eu próprio, de amar e admirar tudo aquilo que acho raro, bom e belo – no meu céu, nos meus amigos, no contato e na alma do meu biplano.

 

Não saber a verdade não a impede de ser verdadeira. (Longe é um lugar que não existe – Richard Bach)

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Alice Munro NOBEL 2013

download (1) AliceAlice Ann Munro, nascida Alice Ann Laidlaw, é uma escritora canadiana de contos, considerada uma das principais escritoras da atualidade em língua inglesa. Foi agraciada com o Prêmio Nobel da Literatura em 2013.

Em Vida Querida  surgem temas pesados, como a velhice e a frustração de mulheres que vivem em áreas rurais do Canadá. Apesar da angústia, esquecendo as risadas curativas de boas risadas, vale provar a escritora conhecida como mestre do conto contemporâneo.

Transtorno

IMG_1281Morrer, um transtorno. Nascer, festejar. Dor, farol – alerta: pacote fechado. Aguardo.  Joaquim, Ismênia, Perpétua, Manoel, Arthur, Pedro Antônio, Suely, Matheus, Paulo, Rosa, Margarida. Hortência. O jardim.

Analogia do oposto.

Temperamento de rua, entrar  de costas. Tribo certa. Bom vinho. Independência. Liberdade econômica. Ocupação contante, em casa. Uma entre tantas: incerteza vazia ou certeza intensa! Na mão da contra-mão. Dúvida. Transtornos fúnebres negativos; encontro e romãs. Amizade da risada, da lágrima, da festa nas fraldas, ou silêncio.

Contar  pombos…deixar o tempo sentado na praça. Megera. Faz calor seco, sufoco. Deixa a risada pro outro dia, amanhã. Sem transtorno…O advogado não envia certidões? Por quê? Justiça sem abuso. Certa na espera. O traçado. O dinheiro escorre…Recomeçar para entender. Coleção Mimo da Autêntica editora. Virgínia Woof, L’ Occitanne en Provence, Dior, Cartier, ou  Alice Mounro. Protocolo Bluehand: Zumbis. Listas e Listas.

Foto Joana Moog – Espanha.

JEAN COCTEAU…

JEAN COCTEAU

Um escritor deve fortalecer os músculos de seu espírito. Esse treinamento não deixa tempo ao lazer esportivo. Exige sofrimento, quedas,preguiças, fraquezas, fracassos, fadigas, lutos, insônias – exercícios contrários aos que desenvolvem o corpo. ( p.15  Ópio Diário de uma desintoxicação. Editora Brasiliense)

 

Doméstico

IMG_1200A prisão doméstica, interna, no interior vai retesando o corpo, nublando o olhar, curvando o ombro. A roupa não veste. Oculta, o corpo se enche de pregas, amolece, o gosto fica tomado pela gordura morna das frituras de todos os pastéis. Adoráveis! De carne, peixe, queijo, siri, goiabada, …Será que tem pastel de salmão? Berinjela. A água com gosto de cano, ou gosto fechado, nunca perfumado. Ser prisioneira, estar trancado é reinventar o passo, segurar a luz entre as mãos, retomar a memória, memorizar. Ser livre é brincar de dizer, de fazer, sem pensar tudo, ó fazer. É assumir a falta, olhar o buraco. Entrar no quarto que ventila por cima, e rir demais, muito…e mesmo deitada no assoalho escutar música. Revistas chegam coloridas, abertas em visual lúdico. Ah! Se não fosse lúdico ler manchetes de jornal, e capazes jornalistas rasparem o suco para o melhor perfume. Escrever na linha certa das palavras deixando a massa da pizza crescer, respeitar tempo, gosto e noite…Ficar livre é acordar duas horas da manhã e ter as forças todas alertas, abrir janelas, escutar o que se mexe. Abraçar uma árvore que se debruça exibida na minha janela, velho jacarandá. A prisão é não poder correr, sentir dor, e querer mais, mais vinho, mais camarões, mais massas feitas em casa, mais laranjas, mangas, carambola, pés descalço, Recife, Taubaté, conhecer general que não diz, deixar o café esfriar na esquina. Chão de taboa, bebê abrindo o olho. Prisão e liberdade. Livre em quarto de poucos metros quadrados, livre numa sala de sete metros ou mais. Alumínio nas janelas, pintar um quadro para cada gosto, mesmo sem gosto! E colher flores, Liberdade com a massa da pizza crescendo… bebendo o trabalho de abrir, rechear, e fazer peras flambadas. Dormir. Depois vem sempre o dormir porque o outro sonho já é melhor. VIVA O jogo de futebol! Vou dar o primeiro chute! Fantástico viver!