SPACE X

Ao longo do caminho, a SpaceX colocou mais de seis mil de seus próprios satélites na constelação Starlink, cada um com o tamanho aproximado de um sofá, com uma meta de doze mil até 2027 e 42 mil BIRDs / Essa rede já pode cobrir quase todo o planeta com navegação, visibilidade, vigilância, internet sem fio de alta velocidade e outros serviços.

Hoje a Starlink cresceu e se tornou uma rede global de missão crítica, em âmbito econômico, estratégico e militar. Ela atende 2 milhões de clientes em sessenta países em todos os sete continentes. Os mais de seis mil BIRDs da Space X no ar se comparam a apenas 1.619 da Nasa e 3.303 da China. A empresa do Musk possui mais da metade de todos os satélites que pairam em órbita baixa, a cerca de 550 qulômetros acima da superfície da Terra.

No entanto, nada disso teria acontecido sem o enorme sonho de Elon Musk de chegar a Marte. E tudo isso aconteceu, mesmo que, vinte e poucos anos depois, ele ainda não tenha transformado o objetivo final em realidade. Se é que essa é a realidade verdadeira. Escreve Dennis Keale no seu livro ELON MUSK gênio ou louco?

projeto lançado por Elon Musk / faça-você-mesmo da história do mundo…

faça você mesmo / sonhe / não importa se as palavras dançam ou gritam. fotografe. as cores conversam mais do que os teus pincéis imaginam? continue, não interrompa teu fluxo de pensar, sentir: faça feijão e arroz: rir de manhã, caminhar ao sol, choramingar porque faz frio… sim, já te disse, as pitangas estão crescendo, a passarinhada se agita, meu jasmineiro e buganvílias brotam… logo estarei festejando meus sessenta anos e te beijando. sinto saudade todos os dias. resisto, eu sei. escrevo cartas e vou, aos poucos, te amando mais, mais. teremos confusas eleições… o Brasil acorda? não sei. gosta de dormir, das longas sestas. Elizabeth M. b. Mattos – outubro de 2026 – Torres

assustador

assustador / é mais sério do que a gente possa imaginar / somos fantoches // não significamos nada de nada // e logo estaremos proibidos de sair / teremos horários fixos para o fundamental / descaradamente… nada que eu possa te dizer faz sentido /as letras são outras… um beijo

80 anos

tem ponto final? ou interrogação? exclamação… uauu! usei reticências. pois é uma tremenda confusão e sinto um frio danado. as pitangas começam a surgir, não reparei nas amoreiras. deve chegar o verão… ficarei sufocada ou será o tal ponto? não estou desencorajando, mas bota tempo de ser difícil, nem um filme de Wood ou tecnicolor, todos traições, vinganças e dinheiro… o mundo ficou preto e branco, e guerras, disputas, mentiras… promessas e nenhuma risada. Sim, minha amiga Magda, nós ríamos juntas. Era fácil. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2026 / com chuviscos por aqui, chuviscos e insônia. podia ser melhor?

tenho que renovar as fotos, eu sei. Ah! tecnologia / preciso de ajuda / o difícil é pedir… pedir. as histórias dos outros parecem tão fáceis de resolver, e as nossas? as minhas, se escondem aonde?

amo frutas / tô aborrecida com os tais 80 anos

minha filha Luiza deixou a geladeira, as cestas repletas de frutas, algumas incríveis! todas as possíveis, e devagar com vagar vou sentindo o sabor doce ou amargo do mundo… assim foi sua visita meteórica, de ouvir, segurar minha mão, abraçar, e me dizer, estou pernambucana minha mãe, mas entendo de chimarrão, frio e botas invernosas, de tuas misteriosas história de amor, também entendo. PODE existir amor maior do que ter alguém escute apenas o teu eu e não questione, nem tente te colocar na caixa certinha? Viver é uma estranha / perigosa e boa aventura, contradição… ah! sim! ver oportunismo… e a politica! confuso, meu querido. tanto eu queria te contar! Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2026 – Torres (o lugar aonde meu pai me colocou… escolheu para eu morar!)

tô aborrecida com tais 80 anos, mas, afinal, ainda estou viva pra dizer, estou aborrecida: isso é legal!

TUDO

a gente faz quase tudo para ser aceito / por um beijo, um olhar ou uma atenção diferenciada // até se casa / compra coisas incríveis, indesejáveis, come tomates quando não gosta… qualquer coisa para ter um doce olhar, ou alguém que abrace ou diga ‘gosto tanto de ti’ /// pois é… e de repente o gostar deveria estar pendurado, nascido num único fato // gostar de ser você mesmo… ser tu, ou você do jeito que és // e tudo o mais fica doce. claro! se a pessoa tem dinheiro, e coisinhas boas fica tentador /// mas não deveria ser a medida. gostar da mesma música sim, do mesmo sol, sentir frio junto ou separado… enfim! aonde estarão as medidas… mas NINGUÉM muda porque tem poder e dinheiro // claro, ambas as coisas ‘deslumbram’… apreender é pode ser chato para quem nunca aprendeu a gostar de descobrir… Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2026 – Torres /tão difícil educar! brincar! inteligência, sensibilidade e ignorância // pode? deve poder.

ultrapassar limite

inveja tira o centro da própria vida, afinal, viver é sobreviver amando a si próprio, com certeza… invejar é querer o do outro. envelhecer, com certeza, minha amiga Simone, estás certa, é muito mais do que caminhar devagar ou ficar lenta… envelhecer tem desgosto de algumas certezas / hoje evidentes, antes, soavam incertas… o amor do abraço é menor, o beijo fica salgado, ou coisas assim… sol é limite, a sombra também. entender a vida arrasta…, bobagem, a gente nunca vai entender mesmo. Elizabeth M. B. Mattos – setembro, ainda, 2026 Torres / estás vivo? deves estar, notícias de morte fazem barulho! aliás, no mundo de agora acontece tudo / tudo mesmo, no mundo inteiro, ao mesmo tempo // antes, a gente sabia depois, devagar, agora, é agora mesmo.