tem uma BETH

que dorme, não acorda. não aguento mais com tanta soberania, o meu poder desapareceu em baixo do travesseiro, aquela vontade estupida de não acordar… e não é suicídio, beira o desanimo egoísta. não não é egoísta, mas desânimo completo mesmo… talvez uma gripe, resfriado, doença que não acaba.Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres

meias de nylon

um fio / um único fio… penso: segue sendo apenas um fio // o descontrole, a alegria, o trabalho. fazer /rotina da lógica e do…, do temporal da alma. não espero nada (risos): expectativa todos os dias. a gargalhada. teus passos mansos e surpreendentes! tempo das cerejas, um pote de pitangas, ou amoras… laranjas ou bergamotas, uvas… a estação não é a mesma (risos). és todas as minhas estações JCKCGLMFGVM ou era um FORD? deitada na grama, a chuva molha, o tempo passando. histórias estão presas em ingenuidades… com certeza, escrever, escrever é mesmo uma necessidade, uma compulsão, um soluço: todas a lágrimas. depois, antes, a leitura um oásis. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres

Virginia salvou Elizabeth e José salvou Paulo que deu a mão para Maria

quando a gente salva (cuida) de alguém, salva alguém da dor /// salvar é tanto e muito querer bem!, se envolver, voltar e voltando chegar como que a tocar no gozo: prazer de amar… ao gostar de alguém, salvamos alguém da tristeza… da leitura, como escreve a Marta, a gente mergulha na escrita, um vício carrega ao outro como inteiro da alegria, assim as crianças se alfabetizam em êxtase… o essencial da ventania é ventar e levar, da leitura também é levar / escrevo cartas, mensagens, quer dizer, eu grito todos os dias para as pessoas e as pesssoas escutam e me olham, respondem ou não, enquanto eu vejo eu ao, e enquanto ao, eu vivo… o que eu acho? sou feliz e agradeço. Elizabeth M. B. Mattos julho de 2026 – TORRES /Rio De Janeiro / São Paulo / Porto / São Leopoldo / eu te quero na França nas margens, e nas históias que aida não contei. Queres mesmo ouvir Flávio?ou as tuas importantam muito mais do que as minhas, meu querido. Elizabeh M. B. Mattos – Torres o 2026 – Torres com o mar batendo nas pedras….três

solução: não amar, não sentir saudade até o peito fechar para a tristeza

não se trata mais de trocar as coisas de lugar / encontrar novas soluções, novas portas / envelhecer tem uma rotina que salva… muitas variantes, atrapalham… tem qualquer coisa de avoado nesta coisa de envelhecer. aventura ventosa e extraordinária! Elizabeth M. B. Mattos /julho de 2026 / Torres

acabo de descobrir com a IA que pertenço a geração BABY BOOMERS / investigação interessante / descobri a dos filhos dos netos: particularidades – um mapa…

extravagância do medo

Estou no 28 de setembro 2025 amanhecer começa a ser perfeito / mas não me habituei a escrever com leveza por aqui / na verdade, estou precisando tudo atualizar. sigo com a ideia: ditar uma história / contar as coisas do meu jeito / voar /mais como altura sem, sem reservas / não sei se eu vou conseguir // mas eu gostaria assim/ livre. menina pequena: coisas imaginadas. a casa da Victor Hugo o tempo de ir pro colégio / o internato / a vida nas cônicas de Santo Agostinho Agostinho, as madres agostinianas // a importância desse/deste período. aulas de piano, minhas tentativas de costurar cozinhar. o que, realmente, ficou? acho que aprendi a cozinhar/ limpar// não sei costurar não sei pintar ou desenhar nem escrever: passo trabalho / não sei tocar piano / depois de oitenta anos? gosto da vida e de respirar / escrever e ler e ler! gosto da música e de chuva também. gosto de gostar e eu me apaixono um milhão de vezes ou muitas vezes / de amor de cheiro e tato, eu gosto! gosto de gostar!

12 de outubro / domingo / outra vez o domingo / a mãe morreu neste dia / já estou mais velha do que ela… pensei na mãe e no pai / é claro, na rua Vitor Hugo 229 / a casa ainda está lá / as pedras / as paredes / as árvores e os gramados / os alpendres / a infância / os sonhos e as boas experiências de crescer / quero minha vida de volta / meus hábitos / uma rotina em que eu respirava. / e sentia o dia feliz.

Torres / 15 de julho de 2026 // ainda com sol // e frio // hoje menos gelado. Eu tive uma queda horrível / tropecei num fio // e fiquei horrivelmente violeta / agora me dou conta que tenho “uma bola” na minha sobrancelha direita // que medo tenho da doença / de morrer não sei // mas do penoso que “o errado” carrega // acho que isso se chama envelhecer / o medo / medo do remédio / da cura / da intervenção// uma súbita covardia // sentimento péssimo // não é aos pouquinhos / é de repente! talvez o cansaço como um mal incurável! viver é este vagar que súbito fica acelerado numa consciência ativa // um passo diante do outro // mas os tropeços as quedas assustam… uma noite mal dormida – um dia perdido // uma incerteza que galopa // assusta! que medo eu sinto! pequenas canções me acalmam // a música tem um efeito extravagante ( pode ser ) // os jovens metaleiros e agitados // remexidos pelas baterias! isso me assusta também// não são as cascatas / nem água correndo no rio // nem excesso de chuvas mas excesso de medo//// e tanto ruindo / tanto agito! Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres / claro! hoje senti saudades da ONYX!

área de serviço

tão importante quanto sala e quartos / área de serviço importa //desprezar / minimizar o lugar de colocar “as intimidades” da casa é como… nem sei explicar // sim, hoje temos tele entrega pra tudo / não precisamos nem cozinhar, nem pensar, e pelo visto, nem lavar roupa / vou fazer uma caminhada e… lamentavelmente, o visual dos prédios! os varais de roupa enfeitam as salas / não consigo me acostumar // encolhem as áreas de serviço mas as pessoas convivem com roupas penduradas no seu estar // sei lá… talvez herança italiana janelas como bandeiras… lá, muito pitoresco! aqui não é o grito da alegria, mas o descuido ao planejar… eu acho. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres (abençoados arquitetos!)

rejeição

pequena ou grande, imóvel ou a se movimentar / explode…

chega de um olhar depois atropela. eta! sentimento pesado! sei de sentir / e quem recebe entorta. nos cães podemos analisar o comportamento / o preferido, o rejeitado… nas crianças a rejeição tem o peso de um elefante / incalculável / vai saindo do caminha, da estrada, segue atalhos. vivi as minhas / períodos distintos /, um fato apagando o outro, ou borrando um pouco… a que me persegue foi a do noivo a desmanchar o compromisso meio do nada / sem explicação lógica. entre um beijo e um abraço o pai do moço foi conversar com o pai da moça / desfeito. bem, eu era virgem, seria este o motivo? falta de virilidade? nunca soube. na época eu tinha belos fartos cabelos / saúde e sorriso fácil. Que CAVERNOSO encontro neste desencontro!

história de contar, daquelas misteriosas, incompletas… Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres com sol, inverno um pouco menos: casa limpa, dever florindo e boas ideias!