pois é, esquisitice esta de envelhecer! limpo esfrego faço a comida, sinto esquisitos cheiros, limpo mais um pouco. aspiro… não, não lavo as janelas, os vedros! coitados! estou cá a pensar no verbo envelhecer, como será envelhecer? e me surpreendi pensando, não sou eu, um dia vou fechar os olhos! custo tanto a dormi, fechar os olhos… mas, envelhecer? como será? e descobri:
envelhecer é ver o amigo, o companheiro, ver o outro envelhecer… e mesmo assim ficamos em dúvida, envelhecer é não ter mais planos, deve ser isso… hoje fui fazer bolinhos de arroz, eu adoro… mas a agora, agora estou me sentindo um pouco, só um pouquinho velha,
cansei de limpar, esfregar e catar o cheiro… pensei, estou envelhecendo? não. vou mergulhar na piscina, bater as pernas, inventar um nado… e sair bem guria. está terrivelmente quente, a feira eu fui, bem cedo, mas o calor! deveria ter ficado de molho no mar… coisa boa saber que mar e rio existem, e chuva, e trovoada, e verão… não, não vou envelhecer. Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de 2026 – Torres – amanhã é o aniversário da Cristina, depois de amanhã minha amiga Luisa / e toda uma memória de festas atravessa meu coração!



todas as flores para festejar! os aniversários / as duas queridas, e esta alegria boa de viver!








