seria tudo entretenimento / um jogo? se passássemos a acreditar que tudo isso é um grande jogo, até mesmo as questões pessoais mais dolorosas / desde discussões com nossos parceiros românticos e colegas de trabalho até divórcios, perdas e crises de saúde que nos deixam entre a vida e a morte / poderiam ser mais fáceis de gerenciar, pois seriam vistas de uma forma mais distante e isolada // a teoria da simulação poderia nos dar uma maneira de nos dissociarmos de toda a angustia, de sair do quadro em que estamos e olhar para ele de uma nova maneira, mais otimista, mais positiva e divertida, porque, no final das contas, e daí? É só faz de conta.
Elon Musk traz uma pitada de audácia / bem, ele é gênio // e a VIDA segue sendo mais e mais: descobertas, ousadias, talvez alucinações. mágicas. penso no Steve Jobs // outro genial menino / diferente / igual convicto que se sonha / se pensa e se faz… fizeram. a gente alucina e faz acontecer, pena que nós deixamos de nos mover mais do que correr… ir em frente / como no amor / fazer acontecer / se a gente não ousar o beijo, o amor não acontece. as pernas tremem, a insegurança nos sacode, mas…mas… pego na tua mão, e, avançamos. existe coisa melhor que este ousar se aproximar? esquecer se estamos assim ou assados, apenas cravamos os olhos no outro e ousamos beijar. o mesmo impulso para respirar / ousar / se apaixonar é dar este passo enlouquecido… e beijar. e assim, chegamos na lua… não é magia? pousar, caminhar na lua… trocar de planeta, beber água noutros planetas. pois é: preciso fazer a volta na quadra, na lagoa, sair, caminhar, dar a mão a Elon Musk e alucinar. Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2026 / Torres




