dia do cuidado / repor / encher / limpar e encontrar
medo trava
danado deste sentimento // medo que paralisa. querido, quando tu me achaste / não ao acaso, afinal somos ‘achados de toda uma vida’ / devo ter te conhecido menino // lembras? não lembras; muitas vezes sentada na areia, beira das quadras, vendo vocês jogarem, ah! estas memórias de Torres / das paixonites // lembras Magda, nossas caminhadas na calçada da Prainha de lá pra cá e de cá pra lá? aquela maravilha de ser menina, adolecer em Torres: o verão era festa e festa. saudade da SAPT! em Porto Alegre tudo ( avida com outras surpresas) se transformava no colégio: vida de pátio, da calçada, tempo dos livros. Não. Nunca fui estudiosa, sempre nas beiradas, em momento nenhum me destaquei, mas ler ler ler sim. Ganhei medalha (naquele tempo existiam medalhas de premiação) apenas de comportamento. (risos) hoje se diria que eu era reprimida, sei lá. no Colégio Santa Inês nunca nenhum destaque, nem comportamento. ah! bons tempos de Petrópolis e da Missa aos Domingos na Igreja São Sebastião! namoradeira!? pois é… de olhar, de flertar, de ter amigos, das reuniões dançantes! tempo precioso! dia nublado / querido, meu querido, esta coisa de me apaixonar agora, na curva deste tempo / no meio desta política desgovernada / de informação pra cá e pra lá num quebra-cabeça de 9 mil peças: nenhuma lógica no meu jogo, atrapalhada!? pois é… eu te confesso, tô perdida. Elizabeth M.B. Mattos – agosto de 2026 – Torres (aniversário da Ana chegando, calor / frio / esquisitices climáticas / e o pessoal aqui no terceiro andar a se mexer de lá pra cá / a vida caminhando)

saudade das amigas / Luiza / Mabel / Magda / Ana Helena / da Tânia aqui do prédio / Ângela / amiga das caminhadas / este inverno cortou a alma / picotou tudo. vou festejar o verão nas madrugadas / claro! ainda choramingo a falta a Ônix / faz parte (muito tempo) como chorei muitos e muitos anos a Dark (minha pastor).

“Tinha de cuidar/se quando soprava o vento leste, mas o outono e o inverno não eram tão maus; lá estavam o calor do fogo e os livros, e a gente podia com eles esperar o verão. Naturalmente era do verão que ele gostava mais; além do tempo, que lhe convinha, havia as visitas contínuas de antigos alunos. Todos os fins de semana alguns deles subiam de automóvel até Brookield para visitar Chips. Com frequência o deixavam cansado, se vinham muitos ao mesmo tempo; mas aquilo na verdade não lhe importava porque depois ele podia sempre descansar e dormir. E gostava destas visitas – mais que de qualquer outra coisa no mundo de todas as que ainda podia gozar.” (p.110-111) James Hilton
Adeus, Mr Chips tradução de Érico Veríssimo / Editora Globo
Estas leituras / este tempo / as lembranças enfiadas na memórias a pipocar / afetuosas! coisitas da vida a fazerem cócegas! o meu trabalho tá envelhecendo, patético, mas o que me revigora, ainda, é pensar em ti / és o presente, um agora tão bom! o hoje, o agora empurra tudo o mais… sinto saudade mesmo quando escreves / quando estás… coisas destes tempos / saudade é como amor / SEMPRE





É o tempo / é o tal tempo // tenho que renovar a alma, eu sei, também a energia / novos fa / ze / res (fazeres) / novos caminhos… um amado, na curva.
perseguição
aquele medo me persegue // pois é // vou a reagir // a temperatura aquece até a alma // alma quieta, o sono abraçar sim, com certeza, preciso escrever escrever escrever mais… deixar o dia dançar, sombras livres / a passarinhada se agita / notícias flutuam… eu me preocupo agora, fui distraída a vida inteira, estou com medo? Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres
o medo agarra distraídos / deve ser isso a perseguição, incerteza. / / /não, perfeitamente segura / quantas vezes vou explicar?

susto e confusão
não entre em pânico / detalhes espicaçados de confusões ansiosas / estou colocando tudo na conta do tempo, do envelhecer contrariada / a lança e o olhar afiados… menos, menos, menos. vou buscar um gosto de liberdade viajando, visitando os filhos, ou indo pra Noruega…ou Japão / agarrei um sonho japonês e tudo me interessa / os livros pois é // já tenho uma pequena estante lotada / e meus vizinhos, na Vitor Hugo eram chineses / Tinita, Joyce e os irmãos (eram gêmeos?) lindos… e os muros? eram cercas vivas que também floriam… e as meninas, /às vezes, estavam na calçada. Joyce era cega / a mais velha das meninas, a mais linda, a mais para nós / sempre existe o mais… Tinita amiga e eu ganhava de aniversário lindas caixas de música, belíssimas… detalhes do amor. hoje troquei os horários das terapias, tipo o céu / amanhece cinzentão, súbito, azul, entre o frio e o quente… e seguimos. será que vai chover? eu? estou num esforço GIGANTE pra não subir no poço, entre túneis secretos. plantei margaridas, colhi jasmins, e a bandeja está com frutas, geladeira vazia… bem, nem tudo é perfeito. Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres a pensar muito nos cães da Ana, (divinos) e na gata da Luiza! e a Joana com sua loba amarela… e o Pedro chegando / a Claudia amorosa, presente. Esqueci dos genros! Não… nem das minhas sobrinhas Cristina e Marina / porque tem outra leva meio desaparecida… faz parte, faz parte! isso que a família é pequena… bem pequena!




pai , mãe e ANA Maria / Rio de Janeiro

Importante anotar:
Elon Musk demonstrou estas características repetidas vezes na carreira, especialmente na SpaceX, a empresa que surgiu de suas primeiras reuniões com Jim Cantrell, Bob Zubrin e alguns outros pioneiros e empreendedores espaciais.
Muitos de nós, por outro lado, somos tímidos demais, racionais e sinceros demais para sonhar alto. Temos muito medo do fracasso e das consequências, do risco de perda e de parecermos tolos, ingênuos ou arrogantes em nossas ambições. Somos relutantes demais para decepcionar nossos entes queridos, colegas e investidores. Ou muito abatidos para perceber que podemos realizar algo muito maior do que imaginamos.
E assim nos acomodamos com o seguro e com a expectativa normal de resultados e retornos. Em vez de alcançarmos os patamares mais altos que podemos imaginar, nos contentamos com metas menores para evitar decepções ao tentarmos alcançar metas maiores. Esquecemos um adágio que as últimas três décadas de inovação no Vale do Silício, o lugar mais inovador do planeta:
SE VOCÊ NÃO FALHOU, NÃO APRENDEU. AVANTE!
Dennis Kneale // Elon Musk Gênio ou LOUCO? Ed.Citadel/2025
existe
existe / há / tem uma paz escondida que eu preciso agitar, despertá-la // perdi num canto da casa, atrás do fogão, em baixo de algum móvel, estou a procurar… vou devolvê-la ao lugar certo. Elizabeth M.B. Mattos – agosto de 2026 – Torres
amigo, obrigada
deitei, amontoei e vou fechar os olhos pra ver os sustos passarem… vou aguentar aqui… relaxar / estou como este sol que aparece no inverso, ameaça aquecer e logo desaparece sorrateiro, ameaça… vai chover? será isso envelhecer? uma ameaça esquisita? Elizabeth M.B. Mattos – gosto de agosto 2026 – Torres
tentação
tentação de ser espirituoso e conciso
“Porém a vida é curta e o conhecimento, ilimitado: ninguém dispõe de tempo para tudo. Na realidade, somos de um modo geral, forçados a optar entre uma exposição impropriamente breve e a impossibilidade de expor. Sintetizar é um mal necessário, e a tarefa daquele que sintetiza é fazer da melhor maneira possível um trabalho que, embora essencialmente mau, ainda seja melhor do que nada. Ele deve aprender a simplificar, mas sem chegar ao extremo de falsificar. Deve aprender a concentrar-se no essencial de uma determinada situação, mas sem desconhecer muitos aspectos marginais expressivos da realidade” (p.7-8) Aldous Huxley Regresso ao admirável mundo novo
“Os capítulos que se seguem devem ser lidos contra um pano de fundo de pensamento sobre a revolta da Hungria e sua repressão, sobre as bombas H, sobre o orçamento que cada nação reserva para a sua ‘defesa’, sobre as intermináveis colunas de rapazes uniformizados que marcham obedientemente para a vala comum.”
afinal ler importa, ler muda tudo, (risos) reler também (apavora um pouco, ou muito) sinto que deixei tudo no mesmo lugar /não apreendi nada. agora / hoje, uma covardia enorme se instala dentro de mim e toma conta de tudo… absoluta falta de ordem, de rotina, de ajustes… e de conversas.
“A personalidade do candidato e a maneira como ele é lançado pelos técnicos de publicidade são as coisas que realmente importam.” (p.84)
“Acostumada à televisão e ao rádio, essa assistência está habituada a ser distraída, e não deseja que lhe peçam que se concentre ou faça um esforço intelectual prolongado. Todos os discursos proferidos pelo candidato devem, portanto, ser curtos e incisivos. As grandes questões da atualidade devem ser tratadas, no máximo em cinco minutos – e preferencialmente (dado que a assistência estará impaciente para ver qualquer coisa mais atraente do que a inflação ou a bomba H) em sessenta segundos.”
estranho! estranho! estranho! parece tudo igual
Huxley // nascido a 26 de julho de 1894, em Goldaming / Inglaterra, Huxley pertencia a uma família tradicional, que cultivava o gosto pelo intelecto. Seu avô, o cientista Thomas Huxley, construiu uma grande reputação no campo da zoologia e da medicina. Seu irmão Julian Huxley, tornou-se biólogo de renome internacional. (sim, geniais)
autorização
autorizei a filha a me chamar de velha, ou a se referir a mim com este distanciamento de idade / pois é, eu mesma não me autorizo publicamente… mas, concordo, chegou o momento de entender o tal salto mortal. sim, meu querido, estás a rir… porque és mais jovem do que eu? talvez. envelhecer não impede de namorar… ou impede? estas coisas de querido pra cá, querido pra lá atrapalham? será que estou fadada ao chá? não posso beber coca-cola? eu gosto tanto! ah! faz mal… tem muito açúcar, prejudica os dentes. sim, cuido muito, muito dos meus dentes / questão de honra. perco os cabelos mas não os dentes. aliás, tenho me preocupado também com eles, mas dizem por aí, que as quedas de cabelo acontecem com excesso de estresse, dentes caem por falta de higiene bucal, ou estou errada? num país / ou melhor / num mundo, ainda cheio de guerras e de divergências, tão, tão esdrúxulas! saúde versus eleições //// mas há vinte anos estamos neste mar ditatorial, será que conseguiremos mudar? estou escorregando da cadeira. vou comer bolo na casa da Ana e esquecer que envelheci. Elizabeth M. B. Mattos – agosto de 2026 – Torres
Aiaiai!!!!!!! apareceram aquelas formiguinhas mínimas invasoras… será que não estou limpando a casa direitinho?

tem sol no pedaço…mas paia é para os fortes! (risos)

sempre aquela miúda saudade do tempo… o Lucas? cresceu, os netos? ficaram gente grande… ah! minhas amigas Luiza, Elaine, Ana Cristina, Ângela…as que vejo. Saudade da Mabel, da Magda (que está sempre pendurada num avião) da Sandra, do tempo… não, não posso fazer lista Ana Helena! um beijo