premência / necessidade
escrever tem esta urgência louca, não se trata de um brinquedo aleatório, mas de uma necessidade. histórias presas em ingenuidades! acreditar nas pedrinhas recolhidas do quintal… acreditar que elas falam…
voltou a chover. angustia sobe…desce escadas, e se balança… este louco jeito de pensar que a vida pode ser leve ou boa…
SEM RAZÃO, mas nunca sem sonhos. Entre a água e o fogo / combates e desejos, contraditoriamente multiplicam imagens e incessantemente agitam a imaginação. não exatamente como um carrossel com musica, leveza e/ ou encantamento.
voam /definham/ pousam / voltam e também sem multiplicam 9afitivamente, angustiadamente se multiplicam).
CUIDADO! cuidado com teus desejos e sonhos porque chegam a galope e surpreendem. o que nos acontece nunca é por acaso / tem o tal fio desencapado (mortal). alegria, força são energias ativadas, mas devem ser cuidadas e preservadas eeeeeeeee precisam ser abastecidas porque descarregam com facilidade…
pensei: tem as tais coisas imperdoáveis / o perdão de uma perda (uma perda que doeu) não são sempre possíveis, ou tangíveis… o caminho para perdoar tem jeito de calvário. ou melhor, como são difíceis e doloridos!
a dor permanece, a estupefação, inclusive o mal volta, ronda… a tal confiabilidade tem qualidades do cristal… quebrou, se espatifou… cmo colar?
a vida é mesmo ‘tomada’ cheia / repleta de cuidado, alguns excêntricos, muito, estranhamente, curiosos, afinal, VIVER é prestar ATENÇÃO / um S>O>S> S.O.S. S. O.S. constante: o golpe pode chegar pelo lado inesperado. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres
cinzento por aqui. a casa consegui organizar, limpar, ou acho / penso que sim, mas por dentro está uma desordem inacreditável: todas as gavetas escancaradas e uma ansiedade latente.
tem uma BETH
que dorme, não acorda. não aguento mais com tanta soberania, o meu poder desapareceu em baixo do travesseiro, aquela vontade estupida de não acordar… e não é suicídio, beira o desanimo egoísta. não não é egoísta, mas desânimo completo mesmo… talvez uma gripe, resfriado, doença que não acaba.Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres
vírgula
uma vírgula, pois é… tem alguma coisa depois da vírgula. uma palavra, apenas tua ironia? Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres
meias de nylon
um fio / um único fio… penso: segue sendo apenas um fio // o descontrole, a alegria, o trabalho. fazer /rotina da lógica e do…, do temporal da alma. não espero nada (risos): expectativa todos os dias. a gargalhada. teus passos mansos e surpreendentes! tempo das cerejas, um pote de pitangas, ou amoras… laranjas ou bergamotas, uvas… a estação não é a mesma (risos). és todas as minhas estações JCKCGLMFGVM ou era um FORD? deitada na grama, a chuva molha, o tempo passando. histórias estão presas em ingenuidades… com certeza, escrever, escrever é mesmo uma necessidade, uma compulsão, um soluço: todas a lágrimas. depois, antes, a leitura um oásis. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres
Virginia salvou Elizabeth e José salvou Paulo que deu a mão para Maria
quando a gente salva (cuida) de alguém, salva alguém da dor /// salvar é tanto e muito querer bem!, se envolver, voltar e voltando chegar como que a tocar no gozo: prazer de amar… ao gostar de alguém, salvamos alguém da tristeza… da leitura, como escreve a Marta, a gente mergulha na escrita, um vício carrega ao outro como inteiro da alegria, assim as crianças se alfabetizam em êxtase… o essencial da ventania é ventar e levar, da leitura também é levar / escrevo cartas, mensagens, quer dizer, eu grito todos os dias para as pessoas e as pesssoas escutam e me olham, respondem ou não, enquanto eu vejo eu ao, e enquanto ao, eu vivo… o que eu acho? sou feliz e agradeço. Elizabeth M. B. Mattos julho de 2026 – TORRES /Rio De Janeiro / São Paulo / Porto / São Leopoldo / eu te quero na França nas margens, e nas históias que aida não contei. Queres mesmo ouvir Flávio?ou as tuas importantam muito mais do que as minhas, meu querido. Elizabeh M. B. Mattos – Torres o 2026 – Torres com o mar batendo nas pedras….três

solução: não amar, não sentir saudade até o peito fechar para a tristeza
não se trata mais de trocar as coisas de lugar / encontrar novas soluções, novas portas / envelhecer tem uma rotina que salva… muitas variantes, atrapalham… tem qualquer coisa de avoado nesta coisa de envelhecer. aventura ventosa e extraordinária! Elizabeth M. B. Mattos /julho de 2026 / Torres
acabo de descobrir com a IA que pertenço a geração BABY BOOMERS / investigação interessante / descobri a dos filhos dos netos: particularidades – um mapa…
de quantas vidas precisamos?
extravagância do medo
Estou no 28 de setembro 2025 amanhecer começa a ser perfeito / mas não me habituei a escrever com leveza por aqui / na verdade, estou precisando tudo atualizar. sigo com a ideia: ditar uma história / contar as coisas do meu jeito / voar /mais como altura sem, sem reservas / não sei se eu vou conseguir // mas eu gostaria assim/ livre. menina pequena: coisas imaginadas. a casa da Victor Hugo o tempo de ir pro colégio / o internato / a vida nas cônicas de Santo Agostinho Agostinho, as madres agostinianas // a importância desse/deste período. aulas de piano, minhas tentativas de costurar cozinhar. o que, realmente, ficou? acho que aprendi a cozinhar/ limpar// não sei costurar não sei pintar ou desenhar nem escrever: passo trabalho / não sei tocar piano / depois de oitenta anos? gosto da vida e de respirar / escrever e ler e ler! gosto da música e de chuva também. gosto de gostar e eu me apaixono um milhão de vezes ou muitas vezes / de amor de cheiro e tato, eu gosto! gosto de gostar!
12 de outubro / domingo / outra vez o domingo / a mãe morreu neste dia / já estou mais velha do que ela… pensei na mãe e no pai / é claro, na rua Vitor Hugo 229 / a casa ainda está lá / as pedras / as paredes / as árvores e os gramados / os alpendres / a infância / os sonhos e as boas experiências de crescer / quero minha vida de volta / meus hábitos / uma rotina em que eu respirava. / e sentia o dia feliz.
Torres / 15 de julho de 2026 // ainda com sol // e frio // hoje menos gelado. Eu tive uma queda horrível / tropecei num fio // e fiquei horrivelmente violeta / agora me dou conta que tenho “uma bola” na minha sobrancelha direita // que medo tenho da doença / de morrer não sei // mas do penoso que “o errado” carrega // acho que isso se chama envelhecer / o medo / medo do remédio / da cura / da intervenção// uma súbita covardia // sentimento péssimo // não é aos pouquinhos / é de repente! talvez o cansaço como um mal incurável! viver é este vagar que súbito fica acelerado numa consciência ativa // um passo diante do outro // mas os tropeços as quedas assustam… uma noite mal dormida – um dia perdido // uma incerteza que galopa // assusta! que medo eu sinto! pequenas canções me acalmam // a música tem um efeito extravagante ( pode ser ) // os jovens metaleiros e agitados // remexidos pelas baterias! isso me assusta também// não são as cascatas / nem água correndo no rio // nem excesso de chuvas mas excesso de medo//// e tanto ruindo / tanto agito! Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres / claro! hoje senti saudades da ONYX!

área de serviço
tão importante quanto sala e quartos / área de serviço importa //desprezar / minimizar o lugar de colocar “as intimidades” da casa é como… nem sei explicar // sim, hoje temos tele entrega pra tudo / não precisamos nem cozinhar, nem pensar, e pelo visto, nem lavar roupa / vou fazer uma caminhada e… lamentavelmente, o visual dos prédios! os varais de roupa enfeitam as salas / não consigo me acostumar // encolhem as áreas de serviço mas as pessoas convivem com roupas penduradas no seu estar // sei lá… talvez herança italiana janelas como bandeiras… lá, muito pitoresco! aqui não é o grito da alegria, mas o descuido ao planejar… eu acho. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres (abençoados arquitetos!)