carbono

papel carbono // fazer cópias

Il me manquait l’audace l´audace de l’artiste qui travaille au grand jour (j’écris mes histoires le matin, mon journal le soir).

Le secret est l’élément qui a crée cette grotte de stalactites, ce monde de verité. A mesure que je m’ éloigne de la refléxion féminine et que je m’approche de l’art, de l’objectivité, je ne veux pas perdre ce drame du processus, depuis les premiers reflets flou des eaux émotonnelles jusqu’aux lucidités du poète et de l’analyste. Je me sens calme et lucide. Au début, j´etais pleine d’emphase; chaotique, parfois perspicace, souvent aveugle, impatiente, insouciante, je vivais tant, et si vite, j´´ecrivais au même rhytme, négligente ou excessive” (p.279) Anaïs Nin Journal 3

bonequinhas das bruxas

enfiar todos os alfinetes, todas as pequenas e grandes, as enormes maldades também. espetar! pobre da bruxinha! estica os olhinhos pretos, salientes e tanto! tanto! que um botão salta… fica caolha…assim começa a loucura, o enlouquecer… sem lógica: começar a cair, devagar, cair ou sair por aí a tropeçar… colocar as cartas no tabuleiro (podem sair as melhores). as boas cartas podem aparecer, jogar palavras, ideias, jogar o tempo fora, ou buscar o tempo das flores, caminhar na feira livre e sentir o perfume de rosas, mas comprar margaridas… no verão os pêssegos irão perfumar! Ah! o verão! hoje eu entendo! Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres abriu / espiou um solzinho, mas segue frio…

perseguindo

correndo, caminhando, estou tentando encontrar o alento e respirar… tanto cinzento, tanta nuvem, tanta indefinição neste céu /// e o vento se escondeu, a chuva também, e as lembranças saem aos borbotões! indisposição crônica. a música só passa… não fica… aquela sensação cortada… não quero, mas tenho. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 / Torres

Um certo Jean, jovem professor – de quê? -, se debruça sobre meu livro: “Nunca consegui suportar este aí (Proust), mas sinto que vai chegar o momento,” Pierre aturdido, desdenhoso e seco, (indiferente a resposta): “Você faz anotações?” (p.43) Roland Barthes Incidentes – Editora Guanabara

premência / necessidade

escrever tem esta urgência louca, não se trata de um brinquedo aleatório, mas de uma necessidade. histórias presas em ingenuidades! acreditar nas pedrinhas recolhidas do quintal… acreditar que elas falam…

voltou a chover. angustia sobe…desce escadas, e se balança… este louco jeito de pensar que a vida pode ser leve ou boa…

SEM RAZÃO, mas nunca sem sonhos. Entre a água e o fogo / combates e desejos, contraditoriamente multiplicam imagens e incessantemente agitam a imaginação. não exatamente como um carrossel com musica, leveza e/ ou encantamento.

voam /definham/ pousam / voltam e também sem multiplicam 9afitivamente, angustiadamente se multiplicam).

CUIDADO! cuidado com teus desejos e sonhos porque chegam a galope e surpreendem. o que nos acontece nunca é por acaso / tem o tal fio desencapado (mortal). alegria, força são energias ativadas, mas devem ser cuidadas e preservadas eeeeeeeee precisam ser abastecidas porque descarregam com facilidade…

pensei: tem as tais coisas imperdoáveis / o perdão de uma perda (uma perda que doeu) não são sempre possíveis, ou tangíveis… o caminho para perdoar tem jeito de calvário. ou melhor, como são difíceis e doloridos!

a dor permanece, a estupefação, inclusive o mal volta, ronda… a tal confiabilidade tem qualidades do cristal… quebrou, se espatifou… cmo colar?

a vida é mesmo ‘tomada’ cheia / repleta de cuidado, alguns excêntricos, muito, estranhamente, curiosos, afinal, VIVER é prestar ATENÇÃO / um S>O>S> S.O.S. S. O.S. constante: o golpe pode chegar pelo lado inesperado. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres

cinzento por aqui. a casa consegui organizar, limpar, ou acho / penso que sim, mas por dentro está uma desordem inacreditável: todas as gavetas escancaradas e uma ansiedade latente.

tem uma BETH

que dorme, não acorda. não aguento mais com tanta soberania, o meu poder desapareceu em baixo do travesseiro, aquela vontade estupida de não acordar… e não é suicídio, beira o desanimo egoísta. não não é egoísta, mas desânimo completo mesmo… talvez uma gripe, resfriado, doença que não acaba.Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres

meias de nylon

um fio / um único fio… penso: segue sendo apenas um fio // o descontrole, a alegria, o trabalho. fazer /rotina da lógica e do…, do temporal da alma. não espero nada (risos): expectativa todos os dias. a gargalhada. teus passos mansos e surpreendentes! tempo das cerejas, um pote de pitangas, ou amoras… laranjas ou bergamotas, uvas… a estação não é a mesma (risos). és todas as minhas estações JCKCGLMFGVM ou era um FORD? deitada na grama, a chuva molha, o tempo passando. histórias estão presas em ingenuidades… com certeza, escrever, escrever é mesmo uma necessidade, uma compulsão, um soluço: todas a lágrimas. depois, antes, a leitura um oásis. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2026 – Torres

Virginia salvou Elizabeth e José salvou Paulo que deu a mão para Maria

quando a gente salva (cuida) de alguém, salva alguém da dor /// salvar é tanto e muito querer bem!, se envolver, voltar e voltando chegar como que a tocar no gozo: prazer de amar… ao gostar de alguém, salvamos alguém da tristeza… da leitura, como escreve a Marta, a gente mergulha na escrita, um vício carrega ao outro como inteiro da alegria, assim as crianças se alfabetizam em êxtase… o essencial da ventania é ventar e levar, da leitura também é levar / escrevo cartas, mensagens, quer dizer, eu grito todos os dias para as pessoas e as pesssoas escutam e me olham, respondem ou não, enquanto eu vejo eu ao, e enquanto ao, eu vivo… o que eu acho? sou feliz e agradeço. Elizabeth M. B. Mattos julho de 2026 – TORRES /Rio De Janeiro / São Paulo / Porto / São Leopoldo / eu te quero na França nas margens, e nas históias que aida não contei. Queres mesmo ouvir Flávio?ou as tuas importantam muito mais do que as minhas, meu querido. Elizabeh M. B. Mattos – Torres o 2026 – Torres com o mar batendo nas pedras….três