E…

A vida do outro exige decisões. Eu dependo do  prolongamento do teu  olhar, da tua vontade. Da janela aberta, da voz que importa…

Sequencia, interrupções, e alguns passos, todos os passos…

Afinal somos responsáveis pelo que provocamos: decisões, hesitações,  covardia ou ousadia.

Palavras: o anel, o círculo.

E o Rio de Janeiro palpita, estremece. São Paulo responde. Porto Alegre tem  frio e chuva. Torres espera por ti…

Elizabeth M.B. Mattos –  junho de 2013 – Torres

Braço preguiçosooooo

Todas as pílulas, todos os meios… Que a dor diminua deste jeito, assim, e interrompa  a corrente que aperta. São  lembranças,  faltas, e ausências. Um nada pequeno e sussurrante desta visita que não chegou. É o Rio de Janeiro! Ruas sacodem inteiras em gritos de festa, às vezes doloridas. Possibilidades! Sem ansiedade, menos… O tempo  se move na lembrança cantante, e se declara amigo, pacífico. Lojas exalam perfume, e a delicadeza desta camisola supera o pijama! O sapato! A toalha! Louças delicadas para o chá! E tecidos que se desenham sonolentos. O mar. Ipanema. Delfim Moreira a janela. Volto ao Arpoador. Milhões e milhões de reais que foram cruzeiros cruzados… Saint Moritz não é vez este ano. Vou festejar o futebol do Taiti por três meses, não, quatro pra ficar  Gauguin,  e ser nativa. O certeiro do teu ponto te equilibra paulista. Eu me deixo consumir no copo de vinho azul. Amoras. Cafés. Sucessivos cafés com pão e manteiga, e mel, e leite, outra vez café. O gosto de frutas amassadas, e o caminhar lento, vagaroso rodeando a Igreja Notre Dame de Paris. Outra vez Eu. O vagar medido pela dor pequena e grande que o tempo impõe. Respeito. De volta entro na livraria Da Travessa: mais café. Cheiro de livros pacíficos acalmam o desagrado inteiro de estar, estou? Sozinha. Ele não veio segurar minha mão. Nada a lamentar. Sem memória. Por que contar beijos?

E tu me estendes o braço preguiçoso do amado…

Lembrança censurada

Não contar é apagar um pouco o passado, esquecer, negar…Pode ser um pequeno favor. Lembrar é fazer acontecer… Mas existe  lembrança censurada! Pudor! O que eu te diria, meu amigo? Eu também te esperava nas sessões duplas daqueles domingos… Jujuba, cinema Ritz.  Petrópolis com sol na calçada.

Amarelas amoras azuis

Se amoras azuis existissem! Amoras verdes, pretas…

Existem as vermelhas.  Por que não amarelas?  Uma cor uma fruta. Uma árvore ao acaso do ocaso pra rimar. Inventada, remendada, refeita. Retalhos tricotados no tédio conhecido.

Brancas folhas digitadas! Ou agendas preenchidas com tinta azul, e roxa também. Tinta verde. Canetas preciosas que se escondem em caixas nacaradas… O pote chinês naquela mesa embaixo da janela. Da janela das flores, e tantas flores! E amoras, todas elas amoras azuis e amarelas …

Ora! Agora vejo o mar de Ipanema. Do Arpoador, do Rio de Janeiro em azul.  Elizabeth M.B. Mattos – junho 2013 – Rio de Janeiro

LATTOOG no trajeto

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Fui ver o espetáculo do TIM MAIA, Vale Tudo – o musical.  Maravilha!

Fui ver o mar de Copacabana, de Ipanema, do Leblon.

Pizza no Café e Restaurante Alessandro& Frederico tão perto de casa!  Não esquecer O Pavão Azul em Copacabana.Pão com bife no Paz e Amor da Garcia D’Ávila,- risadas e boas conversas! E passar no vegetariano também é pedida. Lacrimejar com o metrô na Praça Nossa Senhora da Paz… Instituto Moreira Sales no Leblon A vida em Movimento com as fotos de Jacques Henri Lartigue:

“Hoje havia muitas sombrinhas chiques e, como sempre, chapéus divertidos, imensos ou ridículos”

Diário, 1910.

way cultural 02

E o ponto alto foi visitar RIO DESING  Leblon: “A Way Design convidou os designers Leonardo Lattavo e Pedro Moog, da Lattoog Design, para a sétima edição do Way Cultural. Com curadoria de Sergio Zobaran -, POENTE. O pôr do sol na praia do Leblon foi a grande inspiração da dupla para compor cinco modelos de cadeira. E os desenhos que estampam o calçadão agora estampam o encosto das peças. O charme da pequena mostra fica por conta da instalação que recebe as cadeiras e remete a praia, assim como as cores dos objetos de desejo, inspiradas no sol, na areia, etc. Outros criações da dupla estarão presentes, como cinco relógios inspirados no Rei-Sol asteca, e as cadeiras Temes, Hapi e Pantosh. “Poente” é, sobretudo, uma comemoração aos 8 anos de parceria entre a Way e Lattoog Design – e a gente dá força para que dure ainda muitos e muitos anos!

E muitas, todas as passeatas.

Coração tão Branco

“Agora eu via claro: não é que não soubesse como, mas era uma superstição o que o paralisava, não saber o que pode dar sorte ou azar, falar ou calar, não calar ou não falar, deixar as coisas seguirem seu curso sem as invocar nem conjurar ou intervir verbalmente para condicionar este curso, verbalizá-las ou não fazer advertências, pôr em guarda ou não dar idéias, dão-nos porque nos previnem, e fazem que nos ocorra o que nunca teríamos concedido.”(p87)

Coração tão Branco – Javier Marías. Companhia de Bolso