Tentativa II

Mais tento, menos coragem. É o começo. Usa máscara, e se esconde: o meio parece generoso, explicativo. Ao fim/ no final o fatal decide com suavidade as evidências. O tempo. “Mas tudo ainda estava por vir, o tempo esperava, o tempo esperava tudo, e tudo deveria vir com o tempo e por sua vez.” (p.35 – Fiódor Dostoiévski – O IDIOTA – Editora 34 – 2002 – Primeira Edição) De acordo com Paulo Hecker Filho, a diferença, o colorido aquarelado, as tintas usadas nesta ou naquela pintura se aventuram na escolha juvenil. Eu me pergunto se as escolhas são/permanecem pessoais ou de fato as circunstâncias atropelam, e a moralidade rege?! Não há simplicidade na narrativa, se escutamos pequenas histórias ditas de fadas, ou da moralidade. Será que a menina Liza, Elisa ou ElizaBeth, a Beth das calçadas da Vitor Hugo, em Petrópolis se atrapalha. Importam os detalhes? Será que os casamentos/escolhas definem mais do que o conhecimento/ensino, ou a família? Ou apenas a cidade Porto Alegre, ou Montevidéu? Ou Rio de Janeiro até São Paulo e Rio Pardo? Que estranho caminho percorri aos tropeços para escolher Torres! Torres não escolhi, estava traçado. Quando meus pais compraram um apartamento no meu nome, sinalizando um poder praiano, assinei o gosto de ter uma propriedade / casa / um aconchego meu, escolhido por eles. Porto Alegre se registrou para minhas irmãs. Não foi o pequeno apartamento carioca o meu agraciado quinhão. Foi Torres, simples assim. Guaíba guarda histórias da infância delas. Suzana escreveu / escreve com beleza particular sobre a casa da tia-avó. As histórias se misturam de forma e jeito peculiar. Se existisse mapa possível, as encruzilhadas preciosas, definitivas nos enredariam nas múltiplas escolhas e a cada uma estória/ ou a história? Tentativa Dois. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2020

desde el jardin / Jerzy Kosinsky

“O passado de um homem o mutila: seus antecedentes se transformam / se convertem em um pântano que nos convida a escudriñar / averiguar/examinar.” (p.122)
“De cara a las cámaras y al público, ahora apenas visible en el transfondo del estudio, Chance se abandonó a los acontecimentos. Ninguna forma de pensamiento subsistía de él; aunque comprometido por la situación, se sentía al mismo tiempo totalmente ajeno a ella. Las cámaras absorbían la imagen de su cuerpo, registraban cada uno de sus movimientos y ssilenciosamente los lanzaban en las pantallas de millones de televisores diseminados por todo el mundo: en las viendas, automóviles, barcos, aviones, salas y aposentos. Sería visto por más personas que las que podría conocer en toda su vida; personas que nunca lo conocerían. Los que lo estaba observando en las pantallas de sus telivisores no lo conocían  la superficie de la gente, pero al hacerlo les va arrancando las imágenes de sus cuerpos para que severdademente; ?cómo iban a conocerlo si nunca se habían encontrado? La televisión refleja sólo superficie de la gente, pero al hacerlo les vas arrancando las imágenes de sus cuerpos para que sean absorbidaas por los ojos de los espectadores, desde donde no pueden regressar jamás, condenadas a desaparecer.” (p..59)
A ser relido. Lido e a pensar…
Muito além do jardim (Being There)
1979 ‧ Comédia/Sátira ‧ 2h 10m

Descrição

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Jardineiro simplório chamado Chance cresce fechado na casa do patrão, e quando ele morre é posto na rua. Sem saber nada do mundo além do que via pela TV, ele acaba ficando amigo de homem influente, que confunde sua inocência com sabedoria.
Data de lançamento19 de dezembro de 1979 (EUA)

Fernando, meu amigo

Naturalmente / mas é claro, deves saber que não te esqueci. Não posso. E nesta madrugada, por algum motivo insone, talvez por ter feito tanto durante o dia (trabalho cansativo doméstico de ir e vir) não durmo. Lendo o Musil, livro denso, político, pesado quando cada frase já é um texto a ficar e a pensar (parei), e  peguei o outro, um chato autor americano que renego neste momento, não vou sequer terminar a leitura, tanto o texto me aborrece! Começo a procurar ansiosa outro livro, um livro novo que eu possa, finalmente, me apaixonar, tão seca e fria estou por dentro, desmotivada! Ao menos um livro! E foi como uma reza a minha vontade. E foi Fiódor Dostoiévski – certamente já deves ter lido O IDIOTA. Editora 34, tradução de Paulo Bezerra e desenhos de Oswaldo Goeldi.  Livro nas mãos, prazer. E foi febre, impressionante, vivo, e…, não adianta fugir: eles são os reis / os donos / os príncipes, o resumo do poder: os bons escritores. Escuta este parágrafo:

Príncipe, não sei por que gostei de ti. Talvez por havê -lo encontrado num momento como esse, mas acontece que também encontrei esse aí (fez sinal para Liébediev) e não gostei dele. Vem me visitar, príncipe. Nós vamos tirar essas tuas polainazinhas, vou pôr em ti um casaco de pele de marta de primeiríssima, um colete branco ou o que tu quiseres, abarrotar teus bolsos de dinheiro, e …vamos ver Nastácia Filíppovna! Virás ou Não? […] Irei com maior prazer e lhe agradeço muito por ter gostado de mim. Pode ser até que hoje mesmo eu apareça, se tiver tempo. Porque, digo-lhe francamente, gostei muito do senhor, […]. Eu também lhe agradeço pela roupa que prometeu e pelo casaco de pele, porque dentro em breve vou realmente precisar de roupa e de um casaco de pele. Quanto a dinheiro, neste momento quase não tenho um copeque.” (p.32-33)

E eu lembrei  de ti. Do teu gostar. O mesmo olhar, a mesma decisão, a mesma firmeza, e fui presenteada generosamente. Vamos escrever a história. Obrigada. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2020 – Torres

velho quarto

laborioso

Caminhar para dentro, encontrar a alma, e depois acreditar: e o brilho brilha. O poder não está no outro, mas cravado em nós: difícil e laborioso caminho. A pequena alegria de viver salva. Beth Mattos

luiza com os cães

baixa autoestima está intimamente ligada a dificuldade de autoaceitação,

amor-próprio e a falta de autoconhecimento.

A maior dificuldade está em reconhecer os sinais da baixa autoestima em nossos hábitos, pensamentos e emoções.

Então, confira as principais características dessa condição e algumas dicas para mudar isso!

Quais são os sintomas da baixa autoestima?

  • Hábito de sempre encontrar culpados para seus problemas ou erros;
  • Dificuldade de aceitar as próprias limitações;
  • Timidez em excesso;
  • Medo da rejeição;
  • Busca constante por elogios e reconhecimento externo;
  • Falta de confiança em si mesmo;
  • Tendência a procrastinação e preguiça;
  • Hábito de se comparar com outras pessoas;
  • Competitividade em excesso;
  • Falta de habilidade para lidar com críticas;
  • Sensação de incapacidade;
  • Necessidade de inferiorizar as pessoas;
  • Perfeccionismo;
  • Dificuldade para reconhecer as próprias vitórias e conquistas.

desafio

…pensar na profundeza do mar e da terra, na beleza interior. E no espaço que ocupa  dentro do corpo. Entender o erotismo (intocado) e o desejo físico; e o espírito do amor a flutuar livre. E a sexualidade. A felicidade multiplica a possibilidade de realizações. Beth Mattos – maio de 2020 – Torres