detalhes da loucura

Quase enlouqueço: perder a cabeça por detalhes acontece. O meu detalhe? Súbita vontade de comer doce, que fosse doce para doer, como os doces portugueses; poderia ser apenas ovos moles, recheados com ameixa ou… Delícia! Delícia das delícias. E não tenho nada doce ao alcance da mão. Então a ideia! Já não me atrai a cozinha, mas emergência é sempre emergência. Encontro a batedeira, mas não a pá…, (onde raios alguém – que devo ser eu mesma -, colocou a pá?) Começo a me irritar, o armário não está lá na ordem desejada! Aliás, boa bagunça! E são aqueles profundos, e tanta coisa esquecida bem atrás… Ufa! Tirar tudo para lavar e arrumar, e mesmo assim, preciso de escadinha! Resmungo. E as claras, como vou fazer? Já cortei as bananas. Comprei o raio da batedeira para bater claras. Não, não sei fazer suspiros, mas torta de banana. Também uso para minha torta fria (aliás, receita da mãe). Super fácil, mas se as claras forem bem batidas, a torta respira melhor, a outra, a de peixe, (risos). Queria comer sonhos, beber café, mas chove, chove, o que, aliás, é bom para a terra seca e cortada pelo frio, o planeta agradece. Que seja na medida! Não posso comprar sonhos, nem pastel. Tenho que encontrar a pá, ora essa. Penso nas bananas. Depois, quero continuar enfiada na cama lendo. Céus! Como faz frio!  Queria contar que estou apaixonada por Nabokov. Bom que LOLITA vai chegar, sou assim mesmo, obsessiva. A casa virada porque estou a fazer arrumação/limpeza nas estantes. Limpar e ordenar (adoro este verbo), pena que eu seja exatamente ao contrário, desordeira. Eu me perco nas fotos, nos papéis, nas gavetas  a transbordarem esquisitices. O inverno dos invernos, igual ao tempo de ser criança, da rua Vitor Hugo (saudade outra vez, Nilton tem razão, temos que fazer uma reunião e passear pela rua, ou pelas nossas lembranças, juntos, voltar no tempo). Céus! Começou a ventar e a chover. Coitados! Sim, tem pessoas ao relento, pelas ruas… E eu a pensar em lareiras com nós de pinho chorando, fogo. Gulodices e bananas…, e no luxo de ficar enfiada nas cobertas. Acho que está pronta: aquela torta elementar das primeiras idas para cozinha: bananas e ovos e doçura completa. Vou passar o café. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres com chuva e frio.

 

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chuva a molhar

Escuto a água bater nas vidraças,  a terra encharcada brilha. Frio molhado. A natureza agradece. Acordo e vamos até a calçada, as duas, chove. De toalha em punho uma secação enérgica… Café com leite, pão com manteiga e mel. E a vontade de voltar para a cama. Desordenado amanhecer: quatro horas da manhã. Vou terminar o livro de Nabokov. Impressionada com o prazer, surpresa rítmica desta narrativa. Não deixa espaço/ nem fôlego para fazer meus habituais picotes. Mas, igual uso o lápis e transcrevo:

Nossa vida, juntos, era alternativa e, quando penso em todas as pequenas coisas que morrerão, agora que que não podemos delas compartilhar, […]”

Dou uma chorada por dentro a pensar solidão. Festejo quem  despeja um olhar, sente sabor, ou dá um abraço (que inveja!). Ler oferece a possibilidade de entrar na alma senão do outro, na tua mesmo para escarafunchar no insólito, e te sacudir.

Não posso deixar de sentir que há algo essencialmente errado acerca do amor . Os amigos podem altercar e se separar, os parentes próximos também, mas não existe nunca esta, este pathos, esta fatalidade que se agarra ao amor. A amizade não tem jamais esse aspecto de condenação. […] Podemos ter mil amigos, mas apenas uma companheira. […] há apenas um número verdadeiro: Um. E o amor, ao que parece, é o melhor expoente dessa singularidade.” (79-80) Nobokov  A Verdadeira Vida de Sebastião Knight.

Estou  viver num destes prazer continuados e pacíficos, no ritmo certo do corpo. Choramingo ausência. Reviro as cartas, a saudade (já ficou miúda), acalmo. Sigo na desordem de agarrar e limpar os livros. Escada aberta e prazer enfileirado. Descobertas. Separo, apalpo. Encontro velhas fotos. Tomo um café, e divago. Viver neste ritmo  manso pode ser bom, bom, bom! Beth Mattos – junho de 2020 – Torres, finalmente chove bastante, muito, espero que seja o suficiente.

suzana e eu

” As lembranças da felicidade passada são as rugas da alma!”

“Quando se é infeliz, é necessário expulsá – las do pensamento como fantasmas zombeteiros que v~em insultar a nossa situação atual: vale mil vezes mais abandonar – nos às ilusões enganosas da esperança, e sobretudo fazer boa cara à má fortuna, evitando introduzir alguém na intimidade de nossas desgraças. […] á força de ser infeliz, a gente acaba por se tornar ridículo.” (p.169) Xavier de Maistre  Viagem ao Redor do Meu Quarto – tradução de Armindo Trevisan – Editora Mercado Aberto

Pequeno volume de 172 páginas, um monólogo a ser relido, afinal, descreve o segredo de pensar. Pensei: agora que não podemos mais ter para mostrar, o ter se transforma, devagar, em ser… Ser para nos reconhecer. Bom exercício.

 

do frio

Inverno de menina. Frio da infância. Será que as estações voltaram para o lugar certo? Encontros inusitados com conexões perdidas… Rir e festejar, renascer. Há tempo de cuidar/zelar/renovar o planeta. A terra desta quarentena, cheia de baobás… Beth Mattos – junho de 2020 – Torres

Fiquei sabendo que há no planeta do pequeno príncipe, como em todos os planetas, ervas boas e más. Portanto, há sementes de ervas boas e sementes de ervas más. Porém, elas são invisíveis. Dormem no seio da terra até que uma delas decide despertar. Então, ela se espreguiça toda e cresce na direção do Sol, como um delicado raminho. Se for uma semente de rabanete ou de rosa, não há porque se preocupar com seu crescimento. Mas se for uma planta daninha, uma erva má, deve ser imediatamente arrancada. Ora, havia sementes poderosas no planeta do pequeno príncipe…sementes de baobá.” (p.30)  Antoine de Saint- Exupèry – Pequeno Príncipe – Editora Geração – Tradução de Frei Beto

tirar férias de mim mesma, preciso

Toda matéria possui certa medida de resistência, além da qual a elevação não é possível, a água tem seu ponto de de ebulição, os materiais seu ponto de fusão, e também os elementos da alma não fogem a essa lei irrevogável. A alegria pode atingir determinado grau, qualquer acréscimo já não será percebido, e assim também
ocorre com a dor, o desespero, a depressão, repugnância e o medo. Quando cheio até a nossa, o vaso interior não absorve nem mais uma foto do universo.”(p.137-138)

Stefan Zweig – Êxtase da Transformação

As dores se instalam no entorno e transpiram. Dentro das pessoas elas se confundem/sufocam. Há que saber se livrar. Talvez toda a doçura não possa ser suficiente para reafirmar a coragem, o que deve, de fato, ser feito. Em 1988 eu escrevi: Minha mãe morreu, mas continua viva dentro de mim. Neste momento, ou sempre lamento tanto e tanto a sua ausência…Com ela, definitivamente, perdi a família. Os elos se desfazem, ou se apertam, ou…, não sei. Não são os mesmos. Não significam, se desfazem da urgência,  da dependência, perdem essência? Agora sei, eu mesma me transformei em começo: eu sou  a nova família. Caminho sem olhar para trás, e vou semeando: preciso colher novas alegrias. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020. Torres

…as referências, nesta ordem cheia de desordem das estantes empoeiradas, acordam sentimentos. Certo seria me desfazer desta ideia obsessiva dos livros. Não uma despedida, mas uma espécie de morte / ou poda / uma tinta de fundo na tela, a preparar o novo desenho no esboço. Embora eu respire, sufoco aos poucos:  preciso recomeçar. Tirar umas férias de mim mesma…, e seguir para um lugar onde não preciso costurar a sombra, nem insistir com o olhar, escutar, como Peter Pan, depois ir… à Terra do Nunca. Lugar onde eu me desconheça, isso seria viajar…

Talvez ELA possa ser eu noutra história / não soube ser/ não sabe, mas é, ou o que gostaria de ser, ou mesmo o limite desconheça,  atravesse a vida,  e o  vida do outro, e… Existe passiva, ignora o tempo. E ele, vertiginoso aperta seu corpo, exaure  seus olhos. Distraída, se esquece de amar o amor. Insana se agarra aos livros. Lombada, cheiro, colorido. Inúmeras vezes imagina que deveria morar numa casa que não tivesse livros, nem lápis, nem papel ou tintas. Para conseguir ser outra.  Sobreviveria? Talvez escrevesse em canteiros a cuidar das flores,  a pensar estações. Estaria preocupada com a terra, água, vento, sol e chuva. Faria, provavelmente, uma estufa para proteger  o mais sensível… E tudo recomeçaria. Mas saberia distinguir os perfumes no vento. Beth Mattos, ao teu olhar.

VIANNA MOOG

Em que consiste a literatura brasileira?Terá valores estáveis e permanentes capazes de sobreviver às transformações por que o mundo está passando? […]

Em suma: uns mais, outros menos, consciente ou inconscientemente, todos agimos dentro da órbita de nossos núcleos culturais. […] Fora do seu núcleo cultural o escritor, a menos que o traga entranhado na alma, quaisquer que sejam os caminhos que a vida lhe reserve, corre o risco de corromper-se. Conserva a habilidade, extingue-se-lhe, porém, o fogo interior. O homem sem núcleo cultural, como o sem religião e o sem pátria, é uma utopia, quando não é uma indignidade. Ai dos que se deixam moralmente desenraizar, dos que não trazem em suas vestes a poeira imponderável do seu núcleo de província, essa poeira de cultura que não está somente nos livros que lemos, senão também no ar que respiramos, nas imagens que contemplamos, nos tipos humanos com quem convivemos, nas cruzes que velam o sono de nossos mortos sagrados, nos sinos dos campanários de nossas aldeias, nas virtudes e nos defeitos dos lugares de onde partimos. As ideias gerais e universais, certo, são excelentes, mas passada a hora das filosofias e das utopias – e elas passam terrivelmente depressa – sem os denominadores comuns de nossos núcleos culturais, sem o eco dos mundos de nossa formação, ficamos tateando no vácuo, vazios e sem destino.” (p.88) Vianna Moog – Uma interpretação da Literatura Brasileira

Na verdade, estupidamente, tentamos fugir da origem / do embalo da mãe, da calçada, da casa onde nascemos. Escondemos quem somos. Nós nos qualificamos para fugir da cozinha, e nos instalarmos, definitivamente, na sala do piano, atrás das obras de arte, dos tapetes persas, dos bons livros e das louças vindas da Índia. A cultivar antúrios e begônias.  A pensar nestas questões.  Apostar neste “levantar acampamento”, sair do interior para a capital, ou se interiorizar, ajuda? Cortar raízes, e podar ramos/galhos desnecessários, renovar. Calar o que não serve. Raramente agregamos. Sociologicamente o Moog  tem razão: não há saída porque seria a inconsistência. O ‘fogo interior’ está neste voltar para casa/ reconhecer as origens e desenvolver / cultivar o jardim. ‘ O ‘fogo interior’ está em descobrir/saber quem somos. Com certeza. Reconhecer o berço e o embalo dos pais/e do país. As linhagens, intelectuais ou sociais, existem, claro! Não há como esconder/nem como escolher, mas conhecer. Ou ‘passar panos quentes’.  A sofisticação está logo ali, na vivência, no abrir dos olhos, no jeito de caminhar, de servir o café, de lavar a roupa. Sutilezas do olhar. Ou ser, para sempre, o estranho do ninho. O imigrante, o emigrante. Não despatriado, estranho, estrangeiro de fala engraçada. Há que se reconhecer… Serei radical na posição? Acho que não. Atravessar um salão, enfrentar um baile, frequentar o mundo, não é fácil, nem generalizado: treino. Escrever um livro não te salva, ajuda. Pintar um quadro não te coloca nas artes, mas dá prazer. Não consigo entender o porquê deste tudo/deste todo. Parece que o vento vai limpar tudo e trazer uma chuvarada grossa. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020.

da corrente

Eu me atiro sem pensar e não espero a volta: vou a me debater, incansável, porque o dia esplendoroso atravessa meu corpo. Quero mais, muito mais, mas não me defino se vou ou fico, ou espero. Talvez eu precise correr porque a vida galopa!

Sempre que em sonhos vejo os mortos, eles aparecem silenciosos, incomodados, estranhamente deprimidos, muito diferentes das pessoas brilhantes e queridas que eram. Eu os vejo, sem nenhuma perplexidade, em ambiantes que nunca visitaram durante sua existência terrena, na casa de algum amigo meu que nunca conheceram. Sentam -se afastados, a testa franzina voltada para o chão, como se suas mortes fossem uma mancha escura, um vergonhoso segredo de família. Certamente não é nesses momentos – não em sonhos -, mas quando se está plenamente acordado, em momentos de robusta alegria e realização, no patamar mais alto da consciência, que a mortalidade tem uma chance de espiar além de seus próprios limites, do mastro, do passado e da torre do castelo. Embora não se possa ver muita coisa através da névoa, existe de alguma forma a sensação de plenitude de que se está olhando na direção certa.” (p.49)

Não apenas em sonhos  vemos os mortos, aparecem ruidosos na memória a preencher espaços, cadeiras vazias, e se encostam nas paredes a nos espiar e surpreender…, – porque estão vivos na nossa memória. E também aqueles amados que um dia deixamos para trás num arrufo de mal humor ou capricho e depois orgulho. E nos perdemos deles. Como posso explicar que um casamento acabou, o outro também e o FT que veio me deixar menina e socorrer e amar eu também abandonei. E nesta sede de querer o completo e o perfeito, ninguém. Toda a história de amor, ou de amizade precisa de perseverança. Eu volto pra casa, estupidamente, encolhida com se pudesse entrar na concha, apegada as fitas e  aos cristais, deslumbrada com a saudade, esquecida do hoje. Que enorme tolice! Que mistério o encontro com Gustavo, numa floração vibrante que antecede a morte. A despedida do Geraldo, a morte da Sônia, os livros perdidos, a mãe e o pai presentes, a biblioteca que conversa, o meu jeito distraível de levar a vida. Os vivos. E agarrada aos setenta anos silenciosos num tempo de pandemia (provação) a certeza que existe “a sensação de plenitude de que se está olhando na direção certa.

Das aulas de pintura e desenho que desejo ardente, o olhar deslumbrado: “Eu adorava o jeito hábil com que ele molhava o pincel em múltiplas cores com o acompanhamento do rápido bater produzido pelos recipientes de esmalte de onde eram recolhidos os ricos vermelhos e amarelos que o pincel ondulava; e tendo assim recolhido seu mel, parava de mexer, de bater, e com dois ou três toques de sua ponta luxuriante, encharcava o papel ‘Vatmanski’ com uma uniforme camada de céu laranja, sobre o qual, quando o céu ainda estava úmido, uma longa nuvem negro-púrpura era aplicada.”(p.87-88)

Leio o devaneio da tela, deste aprendizado, desta loucura das cores paralisa a beleza da descrição e o luxo: Vladimir Nobokov transporta na sua autobiografia – Fala, Memória.

[…] um jeito particularmente silencioso, como se temesse me assustar daquele meu estupor versejador. Ele me fazia reproduzir de memória, o mais detalhadamente possível, objetos que eu de certo havia visto milhares de vezes sem visualizá – los de fato: um poste de luz, uma caixa de correio, o desenho de tulipa do vitral de nossa porta de entrada. Ele tentava me ensinar a encontrar as coordenações geométricas entre os galhos esguios de uma árvore sem folhas da rua […] (p.87)

Largo o livro com displicente cuidado. Dou dois passos em direção a mim mesma a procurar o cuidado de apreender. A se perder, eu nunca me importei com o detalhe, fui casual e descuidada. Por que não me perdoo? Lembro do acidente da mãe – ela ficou entre morrer e viver, e morrer era uma dor constante, mas sobreviver, a coragem… E tive o carinho atento com ela, ajudei a recuperação com massagens e paciência. Recuperou parte do movimento do braço. Ela voltou para a vida com seu talento ardente mas, aos poucos, enterrava e desviava os olhos. Talvez, como ela eu penso que nada mais pode ser feito. E  logo eu fui para o internato num descuido de matrícula, num acaso, para as Cônegas.  Vida e memória se encaixam nas páginas lidas.  Os livros escondem outros/ mas os mesmos pedaços / versões, as que não conhecemos, e também nos pertencem. Curiosas autobiografias. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2020 – Torres

André e Ricardo

Eu penso: escrever é um esforço de reconciliação antes de perdermos pedaços importantes, afetivos e alegres que estão guardados para nos reabastecer, eu acho. A síntese, ou o desvio que ilumina. Uma ideia. Eu me debruço nos livros da estante pessoal do André e vou, curiosa, a divagar sobre as possibilidades, as minhas, perdidas noutros galopes… Precioso sentido! Beth Mattos (tia Beth) e eu fico jovem e forte outra vez… 24 de Junho de 2020, aniversário do Ricardo! Viva!

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Mensagens vão, chegam, voltam: alegria e companhia.

Schiller – Maria Stuart

“Aos vinte e um anos Schiller já é considerado um ‘gênio’, no sentido pré-romântico do termo. e um ‘gênio’ é todo aquele que tem coragem de se libertar das regras sociais e literárias, de colocar o  sentimento acima da razão, de recusar aquilo que é ordenado e racional.”

Quem me falou de uma mulher prostrada

Profundamente? Encontro é uma orgulhosa

De modo algum dobrada ao infortúnio.” Schiller (1759-1805)

Orgulhosa, dobrada ao infortúnio, como se pode medir e pensar nestas palavras. O significado se mostra assustador. Não sucumbir, não aceitar os desígnios e lutar. O orgulho, a altivez são as soluções encontradas. Nunca passividade, mas a vida a revirar… Beth Mattos – junho, num inverno que se veste de verão e confunde o corpo, também os sentimentos que se remexem atrapalhados. Os sinos repicam ao meio-dia, um som de aldeia e de vida e de ordem. Afinal, a vida continua, e sobreviveremos desta praga e de todas as maldições, não todos é verdade, por isso o luto.

SCHILLER