o amor desarruma

Esquisito pensar ou dizer: o amor desarruma, mas tudo está mesmo esparramado neste esgravatar do amor. O livro se debruça noutro livro, o amigo chama e espicha o olho para outro amigo. E as mãos se cruzam e se inquietam: misturar bem para encontrar. E sigo solitária arredia e perdida. Quando uma voz chega perto de outra voz, estremeço. Faço vez de amar o amor. Esticar o tecido, deitar. Claro! Influência rasgada. Voltei pra ti, vou ter o tempo, vou rezar o tempo. E, que posso fazer? Vou te esquecer!

Por que? Diz-que-direi ao senhor o que nem tanto é sabido: sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na ideia, querendo e ajudando; mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecendo de querer, e é um  só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois.” (p.187) Guimarães Rosa Grande Sertão: Veredas

A pensar: primeiro me atiro sem tino, e digo o que penso e quero, a tocar, a sentir, e a me entregar. Deste torcido de vermelho no amarelo e no azul esparramado, às voltas, eu tonteio. Sinto no olhar o espanto, recuo, vou ao espelho. Céus! Envelheço. Estremeço. E me desculpo aflita, culpada. Não me olha assim espantado. Vou passar um café. Ofereço  bolo de chocolate e nozes e abaixo os olhos envergonhada. Espio outra vez. Abres bem os olhos. Oxalá me entendas, e me perdoes, e ou brotes a me gostar… Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2020 – Torres

listas.jpg

Country Club

Porto Alegre Country Club
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Entrada do Porto Alegre Country Club.

Porto Alegre Country Club é um clube de campo da cidade brasileira de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. Localizado no bairro Boa Vista, o clube de golfe possui uma área de mais de 50 hectares de mata nativa.

História[editar | editar código-fonte]

Foi fundado em 30 de maio de 1930, por um grupo de homens apaixonados por golfe: Joseph E. L. Millender, Carlos Sylla, Álvaro Gonçalves Soares, A. D. MacDonald, A. S. Cliff, Antônio Jacob Renner, José Bertaso, Pelegrin Figueras, Fábio Netto, Ernesto J. Aldeworth, Victor Adalberto Kessler, Hermano Franco Machado, Luiz Guerra Blessman, Carlos Hofmeister e Arthur D. Sharpus. O texano J. E. Millender foi um dos principais idealizadores do clube e, durante sua estada em Porto Alegre, dedicou atenção especial a esse projeto.

Antes da inauguração, o grupo costumava se reunir para jogar em uma cancha improvisada, no campo esportivo da Brigada Militar. Em dezembro de 1931, o Clube adquiriu um terreno de 42 hectares na região que compreende os atuais bairros Boa Vista, Passo d’Areia e Chácara das Pedras, então pouco habitada e hoje uma das áreas mais valorizadas e movimentadas da cidade. Quatro meses depois, mais treze hectares da vizinhança foram anexados, e a ampliação da cancha ficou completa em 1947, totalizando dezoito buracos. À época, o clube era chamada de “Clube dos Ingleses”, porque havia ingleses e norte-americanos entre seus sócios.

À parte do golfe, o Porto Alegre Country Club ficou conhecido também por promover grandes e tradicionais eventos sociais em seus salões, tais como o Baile de Aniversário do Clube, o Baile de Debutantes e o Jantar do Campeonato Sul-brasileiro. A sede do clube, construída em 1938, está localizada no topo de uma colina.[1]

coisas do tempo no tempo presente, ainda

A vida se carrega / leva, sei lá qual o verbo, mas vai inteira no todo deste tempo de sempre – hoje / agora. E apertado, pequeno / e tão enorme ele segue tanto! Se estou presa nesta coisa de lembrar, nestas franjas, entre janelas e serra, no farol lagoando, estou também estacionada, mesmo atenta, divagando sem história, na estória do jornal, da inquietude deste tempo virado… Que sorte tive! Que vida tive! E engraçado este contar velado, nunca escancarado mesmo quando espraiado, escondido e exibido.

Contar a vida, a sua, ou a minha vai ser sempre invadir a deles. Conversas salvam, aquelas conversas do caminho, aqueles encontros estranhos, e as perguntas fora do lugar. Tantas! Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de 2020

adoro esta foto.jpgtormentos 2.jpgamoras azuis.jpgWIN_20200209_07_02_37_Pro.jpgjoana e eu separação.jpgadoro esta foto pos separação 24 anos ou 25.jpg

 

distraída

Sem vontade, distraída com o vento, com este aberto de tempo para cansar! E este mal estar da indisposição que já é posição, lição. De repente a vontade grande de embalar, embalar a vontade num ninar continuado… Depois das fotografias, as encontradas, espalhadas, e as perdida! Quantas! Tanto tempo! Beth Mattos, vontade de voltar! Não sei. E ela ficou uma moça! Adorei esta foto.luiza divina 1

dinheiro X poder

Os detalhes eram/são o essencial, posso olhar devagar ou num relance, identifico. Também a risada, o tom da voz e o estabanado dos gestos, aquela intimidade casual. Se é servido quer o tudo, e mais. Se tem acesso, abusa de caixas fechadas. Até dos livros das estantes. Da geladeira, e também das janelas. Está em todos os lugares ao mesmo tempo.

A cada estrela um cuidado novo/diferente. Estrelas são determinantes. O tamanho da mala também. O dinheiro amolece. Servilismo, doçura, qualidades.

A dança supera a música. Mesa farta, presentes cintilantes; deslumbramento. Levemente infelizes, mas…  A pessoa que se desconhece, veste qualquer fantasia e segue o Carnaval. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro – 2020