rótulos

Mudam-se os rótulos aos sistemas de governar os homens, mas esses sistemas não progridem, pelo menos no Brasil. andamos em círculos, atordoados… Amarela é a cor do dia. Uma agonia aflita do mesmo no mesmo = estacionamos. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2022 – Torres

aflições da memória

Em algum lugar está aquela lembrança inteira: reuniões, o baile, a nossa meninice faceira e a música. E dançamos e fomos debutantes…coisas da memória! E o colégio, as cônegas, o internato. Somos este amontoado de lembranças, se nos perdemos umas das outras, perdemos um pedaço da memória, perdemos a parte boa da juventude.

A Memória é uma costureira, e não bastasse isso, das cheias de capricho. A Memória conduz sua agulha para fora e para dentro, para cima e para baixo, para cá e para lá. Não sabemos o que vem em seguida nem o que virá depois. Assim, o ato mais corriqueiro do mundo, como sentar-se a mesa e puxar para perto o suporte com o tinteiro e a pena, pode agitar milhares de fragmentos discrepantes, desconectados, ora acesos, ora apagados, subindo e flutuando e descendo e oscilando, tal como, surpreendidas no varal por um pé de vento, as roupas de baixo de uma família numerosa.” (p.53) Virgínia Wollf Orlando Uma biografia

Quando se abre um livro , a paixão, o feitiço se fortalece, e, escrever fica/gruda como doença, um estado febril ou tortura. É preciso ler, até a exaustão dos olhos, e escrever, mesmo sem enxergar. Um círculo vicioso. Saciados por um par de horas. Então a realidade assume o leme, outra vez, descemos da loucura do mundo novo, ou antigo, ou perdido e reencontramos o café com leite, o arroz om feijão, depois o sono! Uma vontade de chorar, um gosto de terminou sem sentido. E as lágrimas fazem o sono. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Não acredito que a Lala Aranha espera a visita que não farei, a ternura que não abraçarei…

desprovido ou o possível

Cartas, caminhos: desejo de estar no lugar certo: o lugar que não existe, porque é o outro. Desejo de estar na paixão da loucura, e, da razão: somos o outro, para o outro. E nos desfolhamos enquanto nos entregamos, sendo. Tenho a certeza (inquieta) que o sentimento flutua no jeito certo do bilhete, do eco que a voz da carta expressa, reclama, notifica, explica, cifra. Uma leitura espiã, ler a correspondência de alguém, espicaçá-la na violação, ou escrever uma carta na rapidez, no recorte do momento. Sinto assim. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Torres -enfileirando os livros…, querendo fazer ordem nesta barafunda que são as minhas estantes. E a música assume o comando.

[1918]

Esta tarde eu me saturei de música pour revivre, e para esquecer (uma contradição de palavras). O meio foi uma pianola, mas podemos desculpá-la, estava tão bem tocada…Oh minha querida, não há nada neste mundo igual à música: “la raison est trop faible, et trop pauvres les mots” ai de mim! para suas artes irmãs – não há nada que se compare.

Ouvi Grieg, malicioso, irrequieto, imaginativo, romântico – às vezes tão latino apesar do seu sangue norueguês… Você adoraria Grieg. Você adoraria o ritmo saccadé das danças de Anitra e o horror grotesco de “Nos Halle des Bergkonings”. Na terra mágica da música, Grieg representa o gnomo para o mago Debussy…

Depois ouvi Dbussy, e quase tive uma vertigem ao ouvir a beleza de La Mer (tão parecido com Irkutsk) e de sua Petit Suiteque é o epítomo da intrepidez, da alegria e da impudência do século dezoito. Oh, minha querida, eu poderia fazer você amar Debussy tanto quanto eu mesma amo, só que isso levaria tempo. Depois com um epicurismo de Marius, selecionei Brahms, o selvagem, o ” exultante”, o livre – seu músico, por excelência. Na verdade, toquei você, em tudo , ou quase tudo o que ouvi… (p.95) De Violet para Vita – As cartas de amor de Violet Trefusis para Vita Sackville (1910-1921) Editora LPM

CORRE, RAIO DE RIO, E LEVA AO MAR

(Elizabeth M.B. Mattos)

Primeiro Tempo

Fui ver o mar quando cheguei.

Aberto! Perfumado, inquieto!

Barulhento. Colorido.

O frio, contudo, não me permitiu molhar os pés.

Na casa, aproveito o calor e o fogo alto da lareira. Cozinho o pinhão e o feijão do jeito que têm de ser feitos.

O café, sem pães nem geléias açucaradas.

No fim da tarde, caminho pela cidade.

Que bicho mais louco é o homem! Depredador, nocivo, cruel.

O mar com areia e pedras. A Ilha dos Lobos.

A Lagoa do Violão, sem aguapés: poluída.

O rio Mampituba, escuro, botos seguindo cardumes; o mesmo rio. Os molhes que facilita a entrada dos barcos…

Daquele lado eu gosto, o cheiro é outro: barcos pesqueiros, canoas. Lembro a vida do começo da barranca.

Os molhes: mar e rio juntos.

Beleza importa, sim. Não a das pessoas, mas dessa natureza que sobrou. Essa, pode ser beleza.

É um equívoco, a cidade.

Como fez frio! Meus sonhos de Cambará do Sul e São José dos Ausentes na sombra. Será que eu quero a neve? Será que eu ainda quero alguma coisa?

De volta para casa estico as pernas no balanço da varanda. Pelo envidraçado, vejo objetos que se movimentam pelo chão: meias, copos, garrafas e livros; ou imagino esta dança? Se estivesses comigo! Certamente, tudo estaria arrumado…

  A casa está numa desordem permanente.

Sigo com as pernas esticadas, pensando em abrir a última garrafa de vinho, comer o último pedaço de peixe, e as últimas uvas que sobraram no pote verde.

Levanto para buscar o que vou comer.

*

Tenho que encontrar os documentos; o corretor deve pegá-los logo, examinar. Preciso entregar o imóvel ainda esta semana, até já reservei o hotel.

— E tu não estás aqui para me ajudar!,pondero.

— Se me perguntares como consigo tirar as coisas das gavetas, das caixas, eu não saberei te responder.

Volto aos papéis, documentos, inquietações, fotos, desânimo. Esquisito, isto tudo faz trânsito pelo chão. O meu mundo aberto, no tapete, grudado nas portas, como se os lembretes fossem solução.

Quando a noite chega e o lobisomem aparece, vou para a cama: durmo, durmo, durmo. Não faço nada. Estou doente.

Estas sucessivas mudanças adoecem meu espírito e o meu corpo.

*

Choveu e ventou a noite inteira. Separei alguns vasos em caixas de plástico, tudo o mais está pronto.

Que manhã escura! A chuva e o movimento sacudido das samambaias arrastam o verde. Retirei as avencas das frestas, elas, como eu, detestam vento.

Este ritual de caixas oprime. A escassez oprime.

Oprime o desejo contido. A cópia, o modelo estereotipado. Oprime o diabo do espelho. Oprime o segredo, a preguiça. As incapacidades, as ilusões frustradas, a idiota vaidade. Este mesquinho egoísmo e esta opaca mediocridade.

Oprime não termos a compreensão nem o espetáculo inteiro, só o palco do teatro. Vazio. As diferenças de linguagem. Por que não aceitar o prazer de estar outra vez em movimento?

O homem chegou com o caminhão, o corretor, e com os novos proprietários. Todos aguardam o som da minha voz. E, o pijama apertado escandaliza pela hora avançada do dia. Ninguém fala, então o motorista grita o endereço e pergunta se pode começar a recolher a mobília. Eu abro a porta por inteiro.

SEGUNDO TEMPO

Escurecia, quando terminei de colocar o que restava na minha caminhonete.

No quarto do hotel, portas-janelas abertas: o mar, a montanha. O preto da noite. Aquietei-me bebendo e fumando, e disse pro silêncio o que restou.

O silêncio. A possibilidade de ler. Estudar o que posso estudar. Aceitar o limite de ser apenas mulher comum. Mulher igual a todas as outras mulheres comuns.

Falsificar lembranças, explicar o isto e o aquilo. Não há necessidade. Limito-me a esquecer.

Não vou me afobar nem me afogar.

Afinal,não importa o palco, mas o espetáculo inteiro.

Então, encontrar a casa é o fazer perfeito: aquela onde perdemos e achamos coisas, cheiros, onde o gato entra. A invenção inteira.

Não um quarto de passagem.

*

Escritores usaram esse método – masmorra, para poder pensar e escrever sem distrações. Pessoas e coisas nos atrapalham no pensar e interiorizar o que somos. Beijo, sexo, carícia, chocolate, morangos e álcool; tudo o mais desgasta. Perde-se o tempo de crescer, de ser alguém. A escravidão.

Depois, tudo repetido, nunca o original. Se existe o único, é o autismo. Será que eles têm, tiveram razão? Quando escrevem estão inteiros na loucura. Verdade e fantasia e loucura.

Então o menor quarto, a menor casa, os mares sonhados, ruidosos, mutantes, o terreno.

A segunda garrafa. A segunda noite. A segunda voz.

Tropeçamos nas coisas, e na ignorância de nós mesmos, paradoxalmente imóveis. Falta atenção, cuidado com nosso próprio sentimento!… Ficar, assim, com joelhos esfolados!

Convicções.

O jogo das leituras. Essas pequenas parcerias possíveis!

Abro as últimas folhas da história que precisa ser lida, e vou assinalando equívocos em vermelho.

A mão que se estende, exige troca.

Não há surpresa amorosa, nas pessoas.

Revólveres, granadas, venenos e torturas.

Nada de flores. Pão ou leite.

Nenhum perfume.

O fétido das ruas.

*

É melhor vender a casa.

É melhor o quarto do hotel, despojado, o mar.

Corre, raio de rio, e leva ao mar

A minha indiferença subjetiva!

Qual “leva ao mar”! Tua presença esquiva

Que tem comigo e com o meu pensar?1

***

1 541.3 III, Barrow-on-furness. Poesias de Álvaro de Campos, Ficções do Interlúdio.Obras Completas de Fernando Pessoa. Editora Nova Aguilar, 2001.

daí paixão e ardor se repete

” – daí que tinham o rio só para eles. Afogueados pelo passeio sobre patins e pela paixão, atiravam -se ao chão em algum braço solitário do rio, os os salgueiros amarelos orlavam a margem, e, envolto num enorme manto de peles, Orlando a tomava nos braços e conhecia, pela primeira vez, murmurava ele, as delícias do amor. Depois, quando o êxtase acabava e eles se estendiam no gelo, serenados e num estado de torpor, ele lhe falava de seus outros amores e de como, comparados a ela, não tinham passado de lenha, pano de saco e cinzas. E, rindo de sua veemência, ela se voltava uma vez mais para ele e lhe fazia, cheia de amor, mais um afago. […] E, depois, envoltos em suas peles de zibelina, falavam de tudo que há sob o sol;; de cenários e viagens; de mouros e pagãos; da barba deste homem e da pele daquela mulher,[…] de um rosto, de uma pluma. Nada era pequeno demais para esse tipo de conversa; nada grande demais. ” (p.32) Virginia Woolf – Orlando

e dai que fazemos a mesma coisa, aos 12 anos, aos 14 anos também, aos 18 nos perdemos em amor, aos, vinte nos casamos loucos perdidos de amor, e amamos, concessionamos, choramos e amamos, contamos detalhes. e somos nós eles, eles são nós. Já foi escrito, já foi dito, será que vou insistir e contar como, como foi amar o Tavares , ou o Paulo ou o,- Francisco não amei/? como precisamos contar tudo atravessar tudo para sentir que este amor é o único. E amamos na lembrança tudo outra vez! E temos 15 anos, ainda não vinte. E amamos. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – T0RRES e agor\ já não me queres, que pena, não me queres!

adoro minha casa a sensação de vida a pulsar

Adoro minha casa, o lugar / espaço, o meu. O cheiro das coisas, a desordem dos livros, o reencontro divertido quando eu me perco! A viagem que faço. As surpresas da/na procura… Eu me renovo. Distraída com este papel, aquelas fitas, as caixas, as caixas lotadas, e, as caixas vazias. Adoro o que ficou do que era / do que um dia foi. Adoro a minha casa / o meu lugar.

Abençoada memória usada! Esqueci preferências: as melhores, as perfeitas estão aqui. Visíveis. Adaptei – me ao espaço, esqueci os jardins. Os amontoados da desordem, tão parecidos comigo! É o melhor, o essencial deste prazer que transborda! As duas camas, os lençóis, os travesseiros, as cobertas Os velhos, velhíssimos tapetes (eram no nossos quartos na casa da rua Victor Hugo)! As cestas! As pedras. Os copos, também os pratos. Revistas com o nome da mãe. Livros do pai. A caixa da tia Joana. As fotos esparramadas, o baú, os patos de madeira que a Luiza e o Nelson me deram! Os livros, os meus autores preferidos, os escritos, os diários, os amores amados espremidos na memória. O gosto das bergamotas deste inverno, e esta danada primavera que se esparrama pela lagoa… Mas não é o local, nem a cidade, nem o céu, nem a praia que eu gosto tanto! Gosto do meu lugar, da minha casa recanto. Lembro dos cinco anos que morei com minha irmã, e o meu quarto era assim, a minha casa, o meu lugar que se prolongava com a sacada cheia de verdes e flores cultivadas… E eu adormecia feliz com aquele céu que eu podia ver/os aviões chegando e partindo, eu escutava. O burburinho dos bares e das pessoas na madrugada. As risadas. Os carros da avenida. Ah! O jeito dos quadros, colados uns nos outros. A mesa abarrotada de livros! As estantes superlotas! Os espelhos um ao lado outro e atrás da porta, dobrando espaços! Ah! Como era bom aquele morar! Foi a Magda que me ajudou a selecionar e arrumar no novo espaço o que me seria necessário! Foi sensacional! Tive, remotamente, crises, algumas de saudade da casa/apartamento que eu deixava para trás…, outras para ajustar o que restava, largar o que não podia ser. Doeu trocar de mundo, também doeu ser despedida, sumariamente, da galeria de arte (e eu amava!) Doeu muita coisa dentro de mim: desarvorar, e depois organizar. Acolhida… Guardei os maus sentimentos, os doídos sentires e me refestelei no bom e no generoso abraço da minha irmã. Coroamos o afeto com uma convivência nova, intensa! Ah! Eu adoro minha casa / meu lugar. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Torres

sapateado na minha cabeça

Chegaram ontem para esticar a festa com cantos e brincadeiras hoje / este apartamento se transformou em calçada, em festinhas com correrias, balões, risadas e jogos! São os adultos ou as crianças que fazem mais barulho!? O batalhão completo! E assim o meu dia se estica a imaginar o que acontece dentro da barulhada…deve ser alegria! Deve ser esquecimento! Deve ser usufruir um bom espaço! Resolvo escrever, não fui convidada para a algazarra! Aliás, nem sei quem são… hoje é difícil saber quem é quem. Os jovens se casam com aparências instantâneas, feito Nescafé -, uma mistura rápida, sem erro, ou completamente ruim…enfim!

E eu abro os livros já lidos, interrompo a leitura, sou viciada no silêncio -, ao menos de vozes humanas. Não posso interromper o trânsito, posso interromper as pessoas…, mas estas (do apartamento do terceiro andar) gritam e estão na minha cabeça, arrastam cadeiras, e dão risadas: festa!

Preciso de toda a imaginação, todo o imaginário! Será preciso inventar com todas as forças, até as impossíveis, dominar os sentimentos e acalmar o espírito.

Nada vale a pena ser vivido se não for antes de tudo uma obra da imaginação. Aquele noivo primeiro, eu inventei, e como foi mesmo uma péssima invenção, segui na fantasia, no imaginário de sublinhar um casamento. E me casei. Mas não sendo completo apenas casar comecei a inventar filhos! Entrei na história! Inventei um marido, um pai para meus filhos, não interrompi o sonho e ele também começou a inventar o enredo de ser feliz, de estar ora em Carangola, ora em Petrópolis, ou Rio de Janeiro, Porto Alegre, Torres, Viúva Lacerda -, a nossa rua ladrilhada de pedrinhas coloridas… Ficamos extraordinários aos olhos um do outro. Na vida em comum, aprende-se realmente a não se ver, a se inventar e reinventar a cada dia que passa. É claro, sempre é preciso ver as coisas como elas realmente são. Mas é para melhor torcer-lhes o pescoço. A civilização, aliás, não é senão uma forma de contínua de torcer o pescoço das coisas como elas são…Ufa! Preparo lembranças! Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Torres

esfola da calúnia

Que os homens possam refletir: o mundo se contorce entre erros e acertos, é claro, mas quanta dificuldade para atravessar o que deveria ser o justo olhar, não ganância e vaidade de poder, não exibicionismo, mas justeza: a cada um sua vez de fazer acontecer, quanta prepotência! Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Que pensar não seja uma pedra que nos leve ao fundo do mar, mas seguir fazendo o que espantamos tentando fazer: melhorar, sair de um mergulho nefasto que durou doze ou quase treze anos…

Tempestades não se forjam: nascem espontâneas do céu, do ar, das vagas, da luta entre as realidades supremas da natureza, entre os elementos agitados, quando se eletriza a atmosfera, quando o oceano não cabe nas praias, quando os horizontes se carregam de negrumes e os ventos varrem desatinados o globo. Não as desencadeia o sopro de um homem, por mais que ele suponha os pulmões e as bochechas […]

Há uma coisa muito mais forte que o capricho das crueldades politicas: é a opinião pública de uma nação livre, próspera, feliz, moralizada; é a evidencia solar da verdade, quando ela resplandece como o amor da paz, o instinto da humanidade e a aversão a guerra no caráter de dois povos irmãos. (p.120-121)

coisas de RUI BARBOSA

A calúnia, a velha borregã posta ao serviço de todas as causas pudendas, a comadre imemorial da improbidade e da inveja, a sórdida alcoveta das torpezas do histerismo dos partidos, a ladra concubinária do jornalismo trapeiro, a sinistra envenenadora da honra dos estadistas e dos povos. (p.65) RUY BARBOSA – Esfola da Calúnia –

a volta precisa ser completa…

Coisa, coisa colorida, sentimento a gritar, aflito: pedaços se esparramam no desespero de espaçadas aflições. Caminhar, caminhar e chegar ao mar, olhar outra vez, deixar esta aflição… Tão forte a revirada! Se alargam os objetos, e ,se perdem. Sobreviver se alinha na vontade. Vai passar… Preciso alinhar o tempo na imaginação, contar a história repetidas vezes, sempre a mesma, somos os mesmos, apenas envelhecemos e repetimos / reviramos velhos sentimentos! Curiosamente rejuvenescemos. Percebo detalhes. Que o sono se acomode no voo e desça alegre. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2022 – Torres