revoltada …

Pois é, ainda penso em ti como um pedaço remoto estranho da minha vida e de mim mesma. O remoto fica por conta do tempo. Mas foi tão bom aquele encontro urgente intenso necessário! Memória abençoada: recebo carta, ou bilhete. História que volta … Sacode. Amantes/ amigos / correspondentes, não de guerra. Sem pose ou bengala.  … esta coisa de dividir! O estranhamento faz bem. Não foi excesso, mas história de amar. Bom e perfeito. O tempo passou, mas estamos vivos tu e eu. Não é maravilhoso?

…, fora do ritmo, atrapalhada, achada …, revoltada porque nada espera. Caminho sem cuidado, afoita, descuidada … Se alonga a vida, se estica. Portas abrem janelas fecham: caminho bloqueado, mas ainda um  novo maravilhosamente florido.   Esquisitice se mistura com alegria. Confesso: eu me afogaria, eu me deixaria queimar se tivesse que enfrentar todos e tudo, diretamente.  O esquisito de ser eu mesma me salva. Sofro, despedaço, mas insisto. …, claro, sei que tudo vira poeira no fim,  mas gosto de pensar na eternidade da palavra. Elizabeth M.B. Mattos

EU amarelada atual e boa

viciado

“Sem dúvida, os fatos nunca vêm simplesmente até as pessoas, mas são incorporados por uma imaginação formada por experiências anteriores. As lembranças do passado não são lembranças de fatos, mas lembranças de como os fatos foram imaginados.” (p.14)  Philip Roth, um dos meus autores favoritos. Prazer. E  uma trava de memória com/ no paraíso vivo belo de Francisco Brennand. Encontro comigo mesma. Philip Roth autor necessário.  Os fatos: a autobiografia de um romancista, editora Companhia das Letras – tradução de Jorio Dauster, – primeira edição – 2016 São Paulo, Companhia das Letras.

Viciado/a: “O maior medo de todo o viciado é o medo da perda, o medo da mudança. Os viciados estão sempre à procura de alguém de quem possam depender, precisam ser dependentes, e você era perfeito.” (p.193)

LINDA ESTA FOTO MINHA.jpg OFICINA.jpg RECORTADA

Pernambuco – maio de 2017 – Francisco Brennand

 Japão 2018 – Julho in Yugawara – Nanique KOK / Instagram: naniinnihon

Entre o passado e o futuro

Entre o passado e o futuro  …, editora Perspectiva. São Paulo, 2009. E sem comentários porque viver pensar e saber é dureza! Só pensei …

“Quais  foram as experiências políticas que corresponderam ao conceito de autoridade e das quais ele brotou? Qual é a natureza de um mundo público-político constituído pela autoridade? É verdade que a afirmação platônico-aristotélica de que toda comunidade bem ordenada é constituída por aqueles que governam e aqueles que são governados sempre foi válida, anteriormente à época moderna? “[…]

“A autoridade, como fator único, senão decisivo, nas comunidades humanas, não existiu sempre, embora tenha atrás de si uma longa história, e as experiências sobre as quais se baseia esse conceito não se acham necessariamente presentes em todos os organismos políticos.” (p.142) Hannah Arendt 

“O tirano permanecia, para  Platão assim como para Aristóteles,  ‘o lobo em figura humana’ e o comandante militar estava de maneira excessivamente óbvia ligado a uma emergência temporária para que fosse capaz de servir como modelo para uma instituição permanente.” (p. 143)

Acho que tenho saudade de velhos amigos, e de presenças, e de palavras, e claro, de um Brasil melhor, ou de eu mais forte, mais decidida, mais coerente, e  tranquila. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro 2018.

 

IBERE e PEDRO

IBERÊ CAMARGO com Pedro, rua Viúva Lacerda – Humaitá – Rio de Janeiro 1975

Iberê e PEDRO duas

…, saudade do amigo dos carretéis, … tanta energia! Ele, certamente, teria respostas.

 

Alain Delon

Patrícia Highsmith – 1955 clássico policial

com Alain Delon 1959   Plein soleil / O sol por testemunha 

Ele é imbatível ator beleza … e não li o livro, queria ter lido …, vou procurar. Imitamos imitamos / copiamos / reproduzimos e,  sucumbimos, é claro. Não posso esquecer este filme, esta história … uma marca. O passado persegue … Apreender? Nunca competir e jamais imaginar que o amor seja um reflexo de igualdade / mesmice.  É preciso ver no amor, ou na vida a conquista, e depois, comprovações livres. Afinal, conversas intermináveis dizem e  repetem, ou ponteiam para ser entendidas e repetidas e ditas… Para viver um personagem há que se ter disciplina e coragem. E fica a lista dos verbos:

Achar encontrar pensar supor colocar tirar revirar, virar … e não chegar. Desejo. Elizabeth M.B. Mattos – fevereio de 2018 – Torres

 

cansativo

É cansativo espiar sem ser visto ou procurando não ser descoberto, como é cansativo guardar um segredo ou ter um mistério, como cansa fadiga a clandestinidade e a permanente consciência de que nem todos os nossos próximos podem saber o mesmo,  …, uma corrente que não termina.  E cansativo pegar avião, descer do avião, atravessar o aeroporto, e mais ainda  a rodoviária … e pedir, e deixar para trás …, e voltar. Depois vira pânico, medo, … e a pessoa não quer se mover, sair do lugar. Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro 2018 – Torres