Jean Ferrat chante ARAGON
Autor: amorasazuis
eu vou te contar, não hoje
ás vezes a gente se esconde de ser a gente mesmo… e dá risadas, mas chora. As coisas pode estar complicadas, vou colocar ordem escrevendo e te contando…eu volto. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2023- Torres (o Moro vai poder recomeçar)
cheio, lotado o dia que e s c o r r e alegria
o dia foi assim saltitante / saudoso. a se concertar no conserto. ah! sou na música de repetir… sou me esforçar para seguir. Elizabeth M.B. Mattos – maio de 2024 – Torres
joelhos
joelhos, fresta de janela, louça empilhadas, nariz gelado: lista de estranhezas e presenças. maio e as noivas choramingam, onde estão as flores perfumadas das laranjeiras? eu só penso em joelhos, frestas, frio e louça empilhada. Elizabeth M. B. Mattos – maio de 2024 – Torres
saúde
o lugar certo – pensei, pode ser escrever…antes, antes da palavra desenhada a escrita se apresenta encostada no pensamento… difícil explicar…
quem eu era
mais gentil, escrevia mais cartas, agarrava os fios e trançava, imaginava. certamente, era mais gentil.
o hoje importa mais, muito mais, então, eu fotografo este hoje, e esta Elizabeth. Acho certo e bom encontro: eu comigo, menos gentil… mais eu. eu com as violetas, e meu girassol. Elizabeth M. B. Mattos – maio de 2014 – Torres mais cinza, sem chuva, frio, bastante frio

definitivo o melhor amor a gente fica sabendo no final… do vento, da história, da vida, quando a certeza das histórias curtas / longas, ou a única história de amor, foi aquela, a melhor das certezas certas, porque, na verdade as certezas são tão pouco certas, nada absolutas…
eu queria fazer / deixar o título para escrever depois e não esquecer… ficou maior, enorme, o título… estas coisas de amor são assim mesmo, complicadas, que o amor entenda e se explique. Elizabeth M. B. Mattos – maio de 2024 com todas as fotografia que ainda não coloquei…virão / serão e um obrigada bem grande, abraço a vida enquanto é vida.
Citei os maridos da igreja, dos cartórios, das separações, os pais dos meus filhos, mas não esqueci dos amores amados do amor, misturando os textos, os melhores e maiores amores escorregam na lembrança e se instalam, tão bom! Ainda sinto amor quando entro na pequena igreja da colina, e tu estás ali… e é Torres.
herança e ofício
sentimento bom eu tenho. herdei do meu pai a certeza de que trabalhar importa, em toda e qualquer circunstância,
não pensar na coroa.
acredito. trabalhar, e fazer e até respirar exige esforço = vida.
a herança foi este aprendizado. aprender /saber e entender o sentido de trabalhar. herdei a infinidade de fazer e dignificar coisas… pode ser cultivar violetas! ou girassóis, lavar o tempo… a este fazer chamamos ofício = o trabalho
de herança meu pai entregou violetas…
a terra e o gosto de fazer /o trabalho. ensinou. acabei, por conta desta herança, em Torres, envolvida com girassóis e com e este mar… sonhando com violetas.
pois foi assim, do primeiro marido herdei filhos e todos receberam a herança dos avós: trabalhar e encontrar um ofício = o fazer.
do segundo marido, o segundo também me doou uma filha / coisas de maridos (risos) e de casamentos. história de canteiros… deste ganhei um girassol, uma casa, e vida no campo.
de carioca virei gaúcha outra vez… e fiquei professorando: escola carioca, escola santa-cruzense, escola torrense… (vai tudo pra biografia), mas tem, na história uma volta tempo, outra vez, Porto Alegre.
pois é,
em Porto Alegre mudei de rumo / ramo de professorar para galerista / vender quadros, esculturas e livros, arte. ah! mencionei a herança paterna, verdade seja dita, arte e plástica foi herança materna, uma mãe cheia de talento… arte de olhar, arte de ler. heranças boas foram as que herdei. Elizabeth M. B. Mattos – maio de 2024 – Torres parou de chover, um pouco, como esfriou! de repente!





