não é para ser comprado… sonho a gente não vende, nem compra, nem recebe de presente… difícil explicar. impressiona como sou tentada a explicar, quero sair por aí com cartilha de sonhos… confundo com desânimo, ânimo… credo! já não sei mais com o que eu confundo: esperança de alegria confete, cartilha é coisa de professora mesmo, não existe… o y, z, n ou m, ou o z se ajustam devagar, alfabetização é questão interior / todas as crianças ao mesmo tempo? todas separadas… todas individualmente alfabetizadas, o processo é pessoal, único, interno. vou fechar os olhos. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
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tempestade sem trovoada
a gente se recupera, mas igual é gelado… o sentimento é fraco pra ser exatamente amargura, forte para ser apenas rancor. sentimento dolorido e difícil de controlar, a lágrima ajuda… coisas de despedida, de retomada de energia, alguém me empurra, tropeço / mas não preciso conferir, apenas não desistir da caminhada, a minha… ah! tenho que voltar a usar a maiúscula… tenho que recomeçar, mesmo sem ter certeza aonde / em que lugar, exatamente, eu vou chegar. não posso desanimar, então, eu abro um livro, decoro a conjugação de um verbo, repasso a lição de análise sintática… eu recomeço. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
vou te dar a mão, depois pensamos qual o caminho menos difícil… o que importa é não desistir.
não esperava
eu não esperava que fosse explícito. queria que fosse cuidadoso e diferenciado, mas não foi… é utilitário o amor. o jeito de amar escorre por uma canaleta que vai encher um poço longe daqui. eu o desconheço. desconheço o olhar, ou melhor, não reconheço. sim, estou ferida, mas, mas, mas, afinal, amar-te é deixar partir, e se despedir… que venha o silêncio. Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
ESTRANHO NÃO DESEJAR MAIS meus desejos
ser feliz
ser feliz, uma coisa inocente e particular, como também a lamentosa dor, ser feliz se resolve, puramente, em forma real: serve, assim, humilde como uma coisa ou morre numa coisa. Beth Mattos / 2026
autobiográfico ou preguiça?

estudar francês e ser loira / desejos

começar do começo / metade dos desejos… já tinha acontecido tanta coisa! voltar / mudar para Torres, definitivo. aventura dentro da aventura… eu IA ( do verbo IR) uauuuu! siglas engraçadas / não é inteligência artificial, nem imposto de renda: sou eu chegando em Torres com armas e bagagens e vontade. grande, enorme vontade. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres no aniversário de Valentina…foto linda! (eu acho)

café

pequeno prazer…

prazer de viver / o fazer /
da pequena saudade que sinto de ti: manhã , meio da tarde. saudade, sempre saudade ou é a tristeza tristeza? nostalgia: não estás aqui, ou porque não estou aí, não importaria o lugar… saudade. saudade do que não fizemos juntos. acho que deve ser isso, saudade do que nunca será… Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 / a terminar… ou festejo do ano que começa… balões! saudade de ti, meu querido
grito
coisas de saudade! som / margarida / uma necessidade esquisita de chuva e vento, raio e trovão: tempestade, e , tudo é mesmo saudade / falta de ti…
eu te imagino na casa do sítio entre os cães e as visitas, a cozinha e as risadas. tua liberdade grita dentro de mim. assim… devagar, eu volto para o velho apartamento e para aquela alegria particular de recomeçar, refazer, recomeçar… caixa de coisas boas, lembras? trouxeste animado, junto a intimidade de tantos tantos anos! estou com saudade! Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres, ainda Torres, sempre? eu queria gostar de estar em Porto Alegre ou outra vez Rio Pardo. Santa Cruz do Sul – um pedaço do Rio de Janeiro e a nostalgia de São Paulo, eu não fui… eu não fui a Modena.

meu querido tão querido
fizemos muitas muitas loucuras juntos, tu e eu podemos listar e brincar de descobrir. sabíamos ou não se eram loucuras… poderíamos revisitar juntos, ver e rir. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
poderíamos, meu querido, repetir algunhas destas loucuras, tenho certeza…
sensação
a sensação de ser tão e completamente feliz não se explica… a gente sente, e alimenta com o melhor que temos por dentro. importa que seja dividido, continue pingando, deixando rastro, seja guerra ou paz / o mundo e suas esquisitices e armadilhas! uma das outras questões é não levar muito a sério, nem a si próprio, nem aos outros… talvez a natureza. sim, e aqueles afetos que pipocam a nossa volta. encontrar foi um destes motivos de ser feliz, nós nos demos a mão e comemos pastéis juntos, e gostamos de estar juntos. de abraçar sensação de ser feliz de conversar. conversar coisas que sempre existiram… e acreditar, acreditar mesmo no descompasso… sim, tu e eu procuramos o melhor lugar, sentamos a sombra do cinamomo e nos contamos histórias… rimos, comemos sanduiches, às vezes, cochilamos abraçados. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres