assumir medidas restritivas / ativas quando o oponente está fragilizado… ou indeciso. difícil ser coerente / defender – se é o obvio: entender não é fácil / o estranhamento pode ser normal, ou não é? Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres
eu / o mesmo / a mesma
sou valente / rei / sou rainha / sou eu, todos os dias, eu. todos, não sei, (risos) mas, eu procuro ser eu / eu tento ser eu, quase (mais risos) todos os dias, eu…
sou valente, sou forte. empurro um dia, depois, empurro o outro dia: vital prazer. ufa! às vezes, cinza: misturo riscos / rabiscos azuis, pretos, amarelos e vermelhos… do rabisco à tinta / ao colorido. vida. sou valente, escolhi ser EU… represento / apresento eu mesma. – será isso?
leio os livros, as cartas, a memória, entro na leitura, assimilo / mastigo a vida da outra, do outro, repasso, penso, assimilo e fica meu. / meu, eu, a mesma. Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres




coisas do tempo / digitais / encontro e festa / sempre o detalhe da festa de fazer acontecer / a vida importa – gosto. esta velha deve ser eu.

babado / babados
babados: necessidade de babador / uaiii! mas, mas, mas o bom é reavaliar… pensar. repensar. pensar. bem estranho / ou seja / ser expectador / vou mudando o pensar conforme as novas se alternam… claro! claro! eu te entendo na tua estranheza. ah! uaiiiii! viver tem estes relampejos. mas, mas, mas a preguiça / o vagar faz parte. acho que ando apressada demais. fato. examinei o espelho, e os babados se renovaram… o dia! amanhece lindo, vai se enrugando, se estranhando o sol neste quase inverno… ufa! mas tá fazendo frio / pra ninguém botar defeito / conversar sobre o tempo é uma ideia ótima. deu vontade de ter uma floreira florida! vou desligar as notícias e voltar a minha história de menina (nunca desisto de escrever) // quem sabe eu consigo! Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres

eu deveria ser mais cuidadosa com o visual… babados e


j.m.g.
mentira doce
reli o bilhete picado / tudo verdade ou tudo mentira? quanto ao cão é mesmo o que descreves / tão bom compartilhar histórias / o tencionado se estica / o papelzinho reconstruído é um mapa do tempo. ao acaso reencontro com ele / e tê-lo guardado é a certeza de que o grande se apequena e seu contrário também é verdade. o olhar traduz a verdade e a emoção, o agora. o suporte da vida = memória da vida… e, mas, todavia tudo o que importa, será sempre HOJE. Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres (fotos repetidas)





se
se eu conseguir jogar as cinco Marias e as varetas se misturarem de um jeito bom… eu consigo. se tu escreves, parece perfeito. se meu cão morre posso chorar… a guerra continua, talvez os ideias permaneçam dos copos e das pílulas. sempre foi assim? o cheiro bom da cozinha… o bolo quente para o chá, esta passarinhada, os cores. os pincéis da aquarela, as tintas na paletas, o avental… terebentina. o cheiro da limpeza. a doçura de acertar, sempre podemos acertar. dobrar as roupas, refazer as pilhas… rir um pouco. eu quero. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2025 – Torres








quietude
valorizo o silêncio / quietude da verdade que abraça / este beijo com a realidade / importa… humaniza. a fantasia não está no combate… é real! assusta! Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres, passear pelo mundo não é se compadecer, nem ajudar, hoje fiz um passeio até a feira livre e voltei com bergamotas e limões… tinha aipim / pensei / deveriam ser do verão… pode tudo hoje.

só não pensei que ele poderia morrer / assim, tão cruel, pobre cão!
amor afeto saudade e surpresa
A vida continua… eles estão conosco, os animais / pensam afetivo, isso faz a diferença. Pensar, conversa. Dividir expectativas faz parte do tempo, os livros gritam e se explicam. Difícil entender o mundo / as telas de celulares e de computadores assumiram o palco. Eu dou dois passos, fotografo as panelas, a chuva, o que estou assistindo na televisão. Fotografo o movimento das calçadas, o bolo… E mando, imediatamente, para os filhos, netos, amigos… Estou viva, estou aqui. De repente sinto saudade do silêncio. Do nada. Mas, imediatamente, escuto a tal solidão… ou a exigência: preciso fazer isso, responder aquilo, e no meu caso, limpar lavar e passar. A cada um sua obsessão. Saudade do compromisso do trabalho, da turbulência da sala de aula… saudade do meu egoísmo de vida. De pessoas. E saudade dos sentimentos… Do sentimento passageiro, fantástico. Aquele específico encontro e reencontro. Saudade é uma palavra quente. Ah! Se fosse possível desdobrar em vidas possíveis o tal coração! Eu ia contar do cão que quase se mudou para cá e me visita, mas não é meu, destas turbulências! João e eu íamos adotar, mas ele já tem dono.


Danada confusão! Possuir, mas não ter… Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres com chuviscos – pois é…

memória do esquecimento
A amizade é indispensável ao homem para o bom funcionamento de sua memória. Lembrar-se do passado, carregá-lo sempre consigo, é talvez a condição necessária para conservar, como se diz, a integridade do seu eu. […] Como a amizade nasceu? Certamente como uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o homem ficaria desarmado perante seus inimigos. Milan Kundera
por que separei?
Por que eu me separei? Responder a esta pergunta parece mais fácil do que responder, por que casei? Segredos espichados da vida…
