o mal

O mal caminha pelos detalhes, levanta o dedo e se manifesta… O desavisado fica a pensar que se trata de inquietação, não é, mas apenas justificação…

O detalhe exemplifica. e pacifica. Esquisitices do ser humano. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2024 – Torres

…antes

Antes?!


Apreender, fazer, ou recomeçar, ou mesmo iniciar qualquer pequeno gesto, requer paciência. E, eu me surpreendo entre sombras, cinzentos e claros, objetivos e subjetivos. Não quero ter medo de ousar. Ah! O medo alerta! Eu encolho. Narrativas, histórias, envolvimentos e sentimentos se renovam. Os mesmos ditos amores, amizades, ciúmes, revoltas ou acertos? Não. Nunca o mesmo, sempre novo. Não consigo estabilidade, surpreendente: soluções diferentes embora o incômodo, a decepção, o problema pareça ser o mesmo. Acordei outra. Impacto, maior ou menor. Não temos nada de heroico, ou fora do comum. Estar atenta importa. No final, necessidade de ternura. Ternura derramada, natural, sem
compaixão. Ternura fácil. Esconder o problema
faz parte da estratégia. Exposição debilita. Sublinho o indivíduo, o estético. O universo estético arranca do real e a cor dos pincéis, o desenh0, as tintas solucionam. Ao escrever quero o cúmplice. Estender pequenas obrigações. Paz de certezas coloridas, meio aos temporais. O mundo num todo remexe com meu mundinho, não é possível fechar as janelas, trancar a porta, tirar o som, escuto a respiração. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2022 Torres

pizza ou cansaço / aquele cálice de vinho / coca-cola ou cerveja

Suco de uva e pizza / batatas fritas cerveja. A ideia do fim de tarde e de te escutar, pois é, vontade de te escutar / ou imaginar que me escutas. Aquela ideia da última coca-cola areia vôlei Guarita ou era futebol? Atenção com as ondas. O veraneio: latas de biscoito. Cinema todas as noite. Não importa o filme, importa o cinema e dançar depois. Ah! Não esquecer das cartas / jogávamos cartas de tarde. Amigos da praia do verão e algazarra, também confidências. O primeiro namorado, a primeira piscada disfarçada. E pensar que a praia era certa, se chovesse de manhã, de tarde fazia sol. Ou ao contrário. Era Torres no verão. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2024 – Torres Torres Torres e nostalgia.

Salto alto – eu adorava calçar sapatos com salto. Neles, a dimensão de crescer! Nostalgia dos nossos sapatos com salto, da vontade de crescer.

Joana Moog – Rio de Janeiro 2024 linda! Areia e mar diferente / cariocar, foi bom! Três filhos cariocas, e uma gaúcha – já quase pernambucana. Também tenho saudade deste tempo!

Não resisti. Pedro Moog no sorrisão. Claudia não resistiu.

Tem a ÔNIX na janela… Luiza tem sempre. E a ANA?

Achei um passarinho que o João fotografou.

Adoro esta foto! Quem tirou foi a Ana Moog / lembro bem – cadê a Ana, o Lucas, o João e a Valentina? Cadê todo mundo! Cadê tuas fotos? Vou ficar devendo a Ana Moog – vou ficar devendo… Não. Aqui está ela.

Ana Maria e o Hippy

sorridente e injuriada ou dia ensolarado e relaxado

Boneca da ilusão, a que eu guardo na sala, o brinquedo. A infância exposta: toque da ilusão do gozo perfeito. Existe?

Acho que eu sou do emergencial. Do socorro do momento apressado, apenas aquele. Esqueci como pode ser bom o lento, o vagar, o atrasado, o saltitante… Saltitante, mas, demorado. Ficar aonde se está plantado, para sempre. Sem pressa no gozo. Presa no projeto do que pode ser ou vai acontecer. Um dia, vai acontecer (e a gente espera). A paciência de cozinhar o feijão sem pressão. Como se ainda tivéssemos o velho fogão a lenha, manter o fogo aceso. Poder beber o vinho junto com o cheiro e a preguiça. Ter as coisas assim, como quer o tempo. Envolve, devolve. Não cartão postal, não coisas de ver sem estar. Coisas de levar e voltar, continuadas coisas. Sem plateia ou ato de representar e voltar. O único, como diz Alice Munro, estamos eternamente no palco para sermos visto pela plateia imaginada, necessária. Acertou. Acho exagerei… Costurei assim. Eternamente no palco com ou sem plateia, imaginamos. Pensei nas roupas que vestimos: algumas se ajustam bem, ficam no corpo como a pele. Usamos tanto e tanto, as mesmas. Não importam os furos ou desgastes, nem os espantos nos fazem desvesti-las. As crianças detestam trocar de roupa. Os vaidosos se acariciam como vitrines, adoram os novos modelos. Pessoas comuns / gente gente de ser gente, apenas veste para tapar… ou. Ou, ou. Acho que me distrai do pensamento. Tem uma curva nas flores da varanda que me fez sonhar. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2024 TORRES, num desvio.

expliquei?

Ciúme dela / dele / da janela, ou do verde. Água derramada, não seguro, uauuu! Despejo logo a bacia. Amor faz / desfaz o ciúme. Ela espicha os cabelos espichados com as mãos. Estica a roupa no varal, pendura na sacada: faz exercícios na varanda… Estica o corpo. Enfeita a vontade. Ri pra ele… Ele deve exigir. O quê? Não sei. Ou se enfeita nela. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2024 – Torres

morte morrida

Às vezes o tempo tem jeito de morte morrida. Pronto. Encerrou e fechou o dia / a vontade. Pronto. Tá feita a coisa e o aborrecimento. O tédio engole tudo. Os grampos não seguram nem vontade nem paciência. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2024 – Torres

É

É tudo de manhã cedo. Duas horas depois, já fica tarde outra vez. Este estranhamento desarruma o dia. Assusta o sol e espanta o que seria apenas olhar / ver/ sentir e seguir. Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2024 – Torres

É a luz de uma palavra doce que te agarra…

SUZANA

“puxar a cortina e espiar“

Gostei de ouvir o conselho / gostei da fala. Anotei a voz dela nas pequenas emoções. No final, faz bem a diferença do grande e do pequeno.

Tantas vezes / ou sempre ou muitas vezes entendo diferente do que a pessoa diz / digo um fiapo de coisas sem significado / ou queixosas coisas doloridas / aborrecidas. Teia perigosa, teia armadilha! Incompreensão e mal entendido venenoso! Elizabeth M. B. Mattos – setembro de 2024 – Torres