VISITAÇÃO. Como uma visita festiva ao cemitério das cartas. Passou este passado?
Porto Alegre 14 de dezembro de 1966
1967
1996
2000

2002
1999
maio de 2002
6 de janeiro de 1995
23 de abril de 1961

Voltar no tempo e ser jovem! Patético. Outra vez disposição. É tão rápido! Sem retorno. O que foi mesmo que fizemos? Nada.
Mantas enroladas ao pescoço, e a juventude coçando por dentro…
Une épave…
Épave em francês é o que sobra da ruína, um destroço. O resultado final. Tão menos!
Esta oxidação exaspera!

“Estes dias encontram-se entre os mais difíceis… A aversão pelo não-realizado corrói o meu corpo a ferrugem; nem mesmo o sono traz algum alívio – na semi-vigília o sangue pulsa nas têmporas como passos pesados que não se acomodam. Se eu te pudesse chamar…, mas com isso ruiria o meu último bastão: este tribunal em que me reconheço. Tu mesma escreveste recentemente que eu não conto entre aqueles que se deixam consolar pelo amor. E estavas certa. Pois, ao fim e ao cabo, o que me seria mais inútil do que uma vida que se deixa consolar.”(p.135)
Rainer Maria Rilke – O testamento – Imagem da capa: Katia lisant (1968-1976), de Balthus (1908-2001), óleo sobre tela. Balthus Klossowski De Rola /Keystone

Lembrança traiçoeira. Pintura da ilusão: biográfica. Humano, exercício do olhar. Capim no risco branco. Verde, preto, flor. Na trepadeira da janela o maracujá fruta. Redondo. Palavras imprecisas. Fotografias. A história se debruça… A janela abre luz.

“Está cada vez mais difícil, em nosso mundo de hoje, encontrar inocentes. No exato momento que estiver lendo estas linhas, o leitor poderá muito bem estar sendo culpado pela prática de algum delito sério, mesmo que não saiba disso – e provavelmente não sabe. Como poderia saber? As noções de certo, de bem ou mal ou justo e injusto, cada vez mais, são definidas por dezenas de ‘causas’ em relação às quais é indispensável estar do lado correto. E que lado é esse?”
p. 114-115/ 24 de abril, 2013 VEJA J.R. GUZZO
“Não me sinto qualificada para distinguir o que é bom ou mau para um Estado, para uma cidade, para uma pessoa. Entre todos e tudo, só um único indivíduo me interessa. Esta é minha doença, minha obsessão, e ao mesmo tempo alguma coisa que de certo modo me pertence e me foi confiada para que a julgue segundo meus critérios.” A política jamais me fascinou – 21 de abril de 2013. EMattos
Não somos mais nada. Oscilamos! Tudo vai dar confusão! Estamos cada vez mais ovelhas assustadas?E não fazemos nada…

Rio Grande do Sul, ao tempo dos primeiros povoadores, carta do mestre de campo André Ribeiro Coutinho no ano de 1737 ao seu superior:
“A este país, meu senhor, tenho chamado a terra dos muitos, e ouço Vossa Mercê a razão. Na verdade, há muita carne, muito peixe, muito pato, muita marreca, muito pântano. No verão, muita calma, muita mosca, muita mutuca, muito mosquito. No inverno, muita chuva, muito vento, muito frio, muito trovão. E em qualquer tempo, muito trabalho, muita faxina, muito boa água, muita esperança e muita saúde para bem servir a Vossa Mercê.” (p.12)
Luiz Carlos Barbosa Lessa. Nativismo. LPM Editores
FOTOS de ANA MARIA VIANNA MOOG
O biombo é do pintor gaúcho Glauco Rodrigues
A prima Beatriz de Athayde Bohrer, minha Dama.
Igreja São José. Padre Miro. Fevereiro de 1968.
FOLHA da TARDE, 10 de fevereiro de 1968
Elizabeth e Geraldo
Na tarde de ontem, na Igreja São José, Elizabeth Menna Barreto Mattos, filha do casal Roberto e Anita Menna Barreto Mattos, tornou-se senhora Geraldo Camara Moog. O noivo é filho do escritor Vianna Moog, que veio especialmente do México, onde desempenha funções diplomáticas, A Igreja São José estava repleta de convidados, representando a sociedade gaúcha.
ZERO HORA, 12 de fevereiro 1968
Beth Menna Barreto Mattos foi uma noiva linda, usando modelo original. Seu tipo de beleza do Sul fazia complemento perfeito com a grinalda (RUI), que lhe adornava a cabeça. No altar da Igreja São José, a cerimônia foi das mais elegantes para o enlace de Beth e Geraldo Câmara Moog. Foram padrinhos o professor e a sra. Aroldo Rodrigues, Gen. E sra. Olavo Vianna Moog e Gilberto e Ligia Moog pelo noivo. Pela noiva, foram padrinhos, Júlio e Maricota Corbetta, Flávio e Ivonne Pinto Soares, Carlos Eduardo e Margarida Coelho de Souza.
No atelier do RUI
Com Cristina e Marina Assis Brasil, as sobrinhas.
Com Mafalda e Érico Veríssimo
Rio de Janeiro 1970 num almoço com os Veríssimo. Geraldo com o pai e a mãe, Friga e Codomir Vianna Moog e Ana Maria bebê.
Rua Viúva Lacerda Botafogo.
1972 Sítio Arapiranga, Petrópolis. Rio de Janeiro