Ontem à noite, depois de sua partida definitiva, fui àquela sala do térreo que dá para o quintal, ali onde sempre fico no mês trágico de junho, esse mês que inaugura o inverno.
Havia varrido a casa, limpado tudo como antes de meus funerais. Tudo estava limpo de vida, isento, vazio de signos, e depois me disse: vou começar a escrever para me curar da mentira de um amor que se acaba.
p.44 / O Homem Atlântico/ Marguerite Duras
Editora Record
Isso é forte e ao mesmo tempo meio depressivo…. Me fez lembrar de momentos ruins…
Marguerite Duras escreve de forma direta, contundente, e partilhamos a dor da perda… Dividimos. Talvez ler possa ser uma forma de superar! Talvez…
Recomendo inventares tuas estantes virtuais:
Skoob:
http://www.skoob.com.br/estante/livro/733513
“Não amor, mas os arredores é que vale a pena… A arte livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos…” – 18/12/2012 48% do livro (p.270 de 560)
‘Andei” pelas estantes, comentários, uma vontade de reter tudo. Obrigada. Fernando Pessoa é leitura de todos os dias…Minhas estantes estão abarrotadas… e as virtuais nos ‘chamam’…