Não exatamente greve, ou radicalmente greve, grave. Mais vozes. O grito. Um não sei o que de manifesto conduzido. Protesto nublado. Sem trégua, novo. Carnaval sem samba. Correto. Lógico. Político. Sem ganho. Uma risada. Falta. Pedra, obstáculo. Ou excesso de chuva numa seca marcada pelo excesso do sol, pelo calor. Excesso. O não explicado do desmoronamento: árvores tombadas, barro, resíduos desconhecidos. Os ônibus não circulam, com ou sem catraca livre. Praça quieta. Sem ir e vir… Violência. Ainda temos o menino amarrado ao poste, sem roupa. Silêncio que grita. Compreendo. A greve obstrui o caminho percorrido, acabado. Cabelos ralos. Brancos. Calçamentos a serem refeitos. Túneis ou elevados? Obsoleta greve. Manifestação? Não são tacapes, mas cruzes de madeira, paus para bater barracas. Eufemismo. Fotografe a cesta de frutas e legumes, sem sementes, com flores. Notícia aberta, com moldura. Abraço a bebê rosada. Olhos abertos, espertos que já esperam. Tempo ao tempo de crescer. A menina no berço. Nas ruas os encapuzados…