Esta vida de nascer, de reconhecer, de se espraiar a cada vez repetir, renascer… Perder peso pelas margens. Repetir. Tão repetidas vezes! Lançamo-nos neste ir e vir. E a cada chegar recomeça. Outra vez. É tanto nascer que se parece com o desânimo de envelhecer. Envelhecer, no entanto é definitivo. Adoecer, morrer. A paz? Há que se reconhecer, estar/ser, ficar e plantar. Não sei se feijão, ou mandioca, talvez arroz. Pescar. Não sei. Um acolher definitivo, tanto quanto limitado! Sou eu a recomeçar a cada texto, o mesmo, o início, o começo, a preparação para ser não sendo. Vício. Nenhum apreço, nenhuma ganância, nenhum sonho, só recomeço. Necessário fechar a caixa, lacrar. Não consigo. Estou a abrir a tampa, recontar as cartas, os papéis, inserir novos recortes e outra vez tampar. Elizabeth M.B. Mattos -março de 2014 – Porto Alegre