
Neste amor não consigo estar de frente como seria preciso. Estou meio saindo, não chegando, nem entrando. De lado. Viciada em me focar, desfocar, tropeço. Não alcanço o real.
Olhar pela janela, voltear a lagoa, fechar as janelas. Buganvílias, silêncio sem mar. Bom o frio ventoso! Gosto do amoroso cheio de amor do outono! Bons trilhos de amar… Sentimentos encaixados. Tua voz, teus braços! Ir além sem exposição. No lápis. Ah meu querido! Estas loucas falsidades do amor! Coisa de voltar pro prazer conhecido! Sempre o mesmo, igual! Aquela esquina igual, aquele momento igual, repetido. A mesma memória de olhos azuis.
Esta noite sonhei com uma figura masculina. Jovem, bonito, perto, com olhar castanho, confiável, terno. Eu me ajoelhei como menina que escuta histórias, e deitei a cabeça nas pernas dele. Eu era eu hoje, e ele jovem! Foi boa a sensação. Conforto! O mesmo prazer do beijo. Como se fosse um beijo! Foi só encostar a cabeça, e já era um abraço…acordei.