“Um dos efeitos da solidão consiste no modo como percebemos o calendário. Os fins de semana são difíceis, especialmente o domingo, em que a solidão torna ainda mais penosa a chamada neurose dominical. Os feriados prolongados, que despertavam uma expectativa gostosa, tornam-se um desafio. Como atravessá-los incólume? Natal e ano-novo, para quem não está para festas, são datas que mal se encaixam, momentos que fazem as recordações de outros natais, outras viradas de ano saltarem a nossa frente como cenas do passado esvaziadas de personagens vivos”(p.83) Boris Fausto, O brilho do Bronze [um diário]