“Você dizia que tinha se unido a alguém que não podia viver sem escrever, e sabia que quem quer ser escritor precisa se isolar, tomar notas a qualquer hora do dia ou da noite; que seu trabalho com a linguagem continua mesmo depois de largar o lápis, e pode inesperadamente se apossar dele por completo, bem no meio de uma refeição ou de uma conversa. ‘Se eu pelo menos pudesse saber o que se passa na sua cabeça.’, você dizia às vezes, diante de meus longos devaneios em silêncio. […] Amar um escritor é amar que ele escreva, dizia você.’ Então escreva!” (p.21) Carta A D.
“sem intuições ou afetos, não há inteligência, nem sentido”
