vaidade vai ou fica

Vaidade desorganizada a minha. Tão acentuada! Resultou num certo desleixo, descuido, ‘vamos ver como fica’ – assunto interessante: a vaidade… Como ela se aloja, quando beira ao ridículo, quando estimula, quando pode ser decadência de quem se esqueceu dela… E como funciona positiva ou negativa. O passado é uma vaidade. Funciona. Uma foto, uma omissão, uma anedota (historinha), ou as raízes, o outro (marido, pai, filho, neto, namorados), pois é, tantos potes de vaidade, crescem como massa de bolo, ou… Quando a vaidade sobe e desarruma um bom escritor, um bom cineastra, um bom pintor. Um ator…, tô aqui a pensar, quando a vaidade azeda?! E como a pessoa sem vaidade nenhuma, acertiva, mas sem cuidado. Aonde está o bom limite. Um pouquinho de maldade, um pouco de covardia, um pouco de vilania, de descaso, falta de escrúpulo não, roubo também não, assassinatos não, violência não. Vaidade, um pouquinho, por que seria não. Excesso de bondade, de sorrisos, de verdades, gentilezas também não. O bom meio termo. Sinceridade sim, nem sempre possível… Estas virtudes enfileiradas…Difícel pensar. Elizabeth M.B. Mattos – junho de 2023 – Torres

Uma vez você disse que qualquer pessoa é capaz de qualquer fraqueza nas circunstâncias certas!” (p.319) Robert Musil O HOMEM SEM QUALIDADES

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