acordo tão cedo! durmo tão cedo! a cidade se movimenta bem cedo! faz frio, bastante frio…vou voltar para as cobertas. o café se acomodou feliz, a Ônix choraminga na calçada, está escuro, mas vamos as duas procurar a grama… acenderia o fogão à lenha distraída: o campo acordaria comigo se estivesse na fazenda! os homens fazem a roda do chimarrão, cavalos encilhados. Ficava eu com vergonha de voltar para cama, uma vergonha descabida / ridícula, mas meu desejo se atava na vontade de trabalhar, ou fazer, ou alguma coisa… a natureza de cada um no lugar possível de cada um… saudade.

os dedos estão gelados, assim mesmo insisto, sonolenta. fora do lugar,estão todos longe, os filhos / guerreiros, e perfeitos. os amados são perfeitos! e desejo o impossível! patético desejo: ter outra vez uma vida para acompanhar/crescer/conquistar/ conviver ao ritmo, na dor, a cada alegria deles, minhas também. …os netos! ora?! os netos seriam nossos holofotes, deles e meus. a passarinhada acordou e se comunicam aos gritinhos, a luz nascendo, vou voltar a dormir…Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2023 – Torres – inverno definido, gelado e
