liberdade na pauta

Em nossa época, a ideia de liberdade intelectual está sob ataque de duas direções. De um lado, estão seus inimigos teóricos, os apologistas do totalitarismo – hoje se poderia dizer fanatismo – e do outro seus inimigos práticos imediatos, o monopólio e a burocracia. No passado […] a ideia de rebelião e a ideia de integridade intelectual estavam misturadas. Um herege – em política, moral, religião ou estética – era alguém que se recusava a ultrajar a própria consciência.

(Hoje em dia) a proposição perigosa [é] que a liberdade seja indesejável e que a honestidade intelectual seja uma forma de egoísmo antissocial.

Os inimigos da liberdade intelectual sempre tentam apresentar sua tese como uma proposição da disciplina contra o individualismo. O escritor que recusa vender suas opiniões é sempre marcado como mero egoísta. Ele é acusado, isso sim, ou de querer encerrar-se em uma torre de marfim, ou de exibicionismo da própria personalidade, ou de resistir à inevitável corrente de história em uma tentativa de apegar-se a privilégios injustificáveis. [Mas] para escrever em linguagem simples é preciso pensar sem medo e se alguém pensa sem medo não pode ser politicamente ortodoxo. George Orwell – 1945

E as evidências voltam e se contorcem, estranhamente, por mais inventiva esperta alerta e inteligente a pessoa se repete, e repete o outro, e o sempre, o sempre se revira numa tentativa de ser único, especial… Mas se repete. Assim eu vou desdobrando este diário, amorando sem cor, muitas vezes, apenas, namorando. E estás tão distante, tão oculto, tão perdido até da minha memória, das conversas, dos beijos, das carícias e da saudade. Distante da saudade que sinto de ti, e que sei lá, talvez, não tenhas de mim saudade nenhuma. Hoje eu me revirei esquisita assim a te pensar sem te escrever, sem choramingar a me tocar, tocando em ti, meu amado querido. Elizabeth M.B. Mattos – julho de 2023 – Torres

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