viver em estado de perplexidade

Nada se adequaria às suas medidas, a não ser algo como um queimador de incenso fantastasticamente grande, ou uma quinquilharia absolutamente colossal. Mas o Templo Dourado perdera inteiramente essas coisas; havia, de repente, despido sua essência e agora e agora exibia uma estrutura estranhamente vazia. O mais peculiar era que todas as várias ocasiões em que o Templo Dourado me mostrara sua beleza tão consistente – uma beleza que transcendia minha própria imagem, que transcendia todo o mundo da realidade, uma beleza que não tenha relação com qualquer forma de esvaecimento! Nunca antes sua beleza refulgia assim, rejeitando qualquer espécie de significado.” (63) Yukio Mishima O templo do Pavilhão Dourado – Editora Rocco, 1988

Fantasticamente o cheiro, o gosto, o abraço / todo / tudo se agita na gratidão e no susto por ser um moment único passado 50 anos… e o geste de pisotear uma jovem carregou todas as simbologias da maldade, e o bem se esparrama como margaridas num canteiro adubado. As certezas se apertam. O novo se debruça no Morro do Farol fatiado, com casas que se espicham…modestas e preciosas porque no meio da mata…o susto das picadas! A beleza! A novidade de ser eu a conhecer e dar o primeiro sorriso, perder a primeira lágrima. Elizabeth M.B. Mattos – setembro de 2023 – T0RRES -os pernambucano chegaram… Foto de Joana Moog – beira do Rio Mampituba

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