
Olho por olho, gota por gota, palavra do avesso, história da Bossa Nova. O novo usado e medroso dos jovens num período de medo, do proibido. O proibido e o medo se arrastam, os jovens se encolhem… A música é maior, os pincéis por todos os lados, as cores se multiplicaram, os teclados não usam o piano. O cinema rasgou o tabu, tirou a vergonha. Somos outros / se eu pudesse dizer somos/estamos velhos, não posso. Meu querido: teu silêncio adoeceu o jardim. Eu estou presa naquela nostalgia inacabada. Tua visita desarrumou o tédio e levou o perfume da cozinha, sublinhou a lagoa. A chuva veio sensata. E o cinzento, bem, onde estará no meio das cores? Desmaiado, não é? Estou desmaiada de saudade. Por isso (por este motivo) não escrevi nestes dois dias. Para mim, como se fosse um mês de ausência. Ufa! Quebrei o silêncio, volto a me derramar teclando, teclando, teclando… Elizabeth M. B. Mattos – dezembro de 2024 ( já estamos a girar o tempo na mudança do ano ) Torres