sem máscara

A noite assusta / um pouco / não o escuro, mas a noite e o sentido… Talvez seja o trágico, a decisão, a espera, o susto. Todos associados a noite. E dormir é fechar a porta para não escutar… A noite lenta, a mesma do baile, do beijo, do querer dormir e não poder. O sono apaga a vida. Alimenta, mas apaga numa bondade necessária. Apaga da televisão vizinha, da fome, das estrelas e do calor. Da expectativa. Do sorrateiro. As noites.

Seguir o enredo das histórias desenhadas. Inventa. Conta dos cachos daqueles cabelos tão poderosos, das vozes estridentes, altas, das risadas, principalmente, das risadas. Depois escorrega na memória que não sendo fiel é o possível O sangue das intrigas, destes afetos forjados. Eles se dizem amistosos, mas, bafejam exibição, vantagem. Alegam uma certa alegria escondida, um esforço. Sim, por que nos esforçamos tanto para ser felizes, parecer feliz, inventar felicidade? De repente a lucidez triste, sem borbulhas deveria ser a essência de ser feliz… Elizabeth M.B. Mattos – fevereiro de 2024 – Torres

PAUL ELUARD – ah! este poeta dos poetas –

          Pablo Picasso

        Les armes du sommeil ont creusé dans la nuit

        Les sillons merveilleux qui séparent nos têtes.

         A travers le diamant, toute médaille est fausse,

         Sous le ciel éclatant, la terre est invisible.

Le visage du coeur a perdu ses couleurs

Et le soleil nous cherche et la neige est aveugle.

Si nous l’abandonnons, l’horizon a des ailes

Et nos regards au loin dissipent les erreurs.(p.96)

Paul Eluard Capitale de la douleur / Poésie Gallimard

[…]

Ne peux-tu prendre les étoiles?

Écartelée, tu leur ressembles,

Dans leur nid de feu tu demeures

Et ton éclat s’ en multiplie. (p.97)

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