Alguém empurra as venezianas e abre a janela. Grita, grita um nome bem feio, um nome bem grande e bem feio… Espanto.
Depois ela se aproxima e abre a porta. Pede um café sorri, depois, começa a falar, e conta e conta e conta um monte de coisas feias, vagas, tolas e feias. Coisa de tanto tempo ruim! Remexe naquele poço. Os fantasmas saem… uns vivos, outros mortos, sem força… Por que ela traz aqueles todos fantasmas? Pessoas? Histórias… São todas histórias feias.
Ela sai. Aquele lixo fica todo ali no meio da minha sala… braços, pernas, vozes, risadas e o sentido solto, escorre, escorre dele um fel, um líquido bem escuro, escorre pelo sofá… Amanhã jogo tudo fora. Amanhã. Hoje estou tão cansada destas coisas todas, destas pessoas todos… Elizabeth M. B. Mattos – março de 2024 – Torres