a cada um

A cada um seu particular / um tempo. Cada pessoa vê um lado diferente… Era o mesmo? Não. Outro olhar / visão… O mar é / era o mesmo. Para um represento o quadrado, um dado, para o outro? Sou o sonho, a sentinela. Ou sou pesadelo, engasgo. E, ou ainda, o afago, o beijo. Ou sou as costas da boneca, da pessoa que nunca fica, apenas vai… Cada um tem uma experiência diferente (é claro!) / particular. Nas explicações, divagações: sou aquilo que imagino ser, a narrativa, sou também a parte do que poderia ser o inteiro… Elizabeth M. B. Mattos – novembro de 2024 – Torres

Divago sobre saudade, imagino. Sinto a mão, carinho. Existe finitude a cada decisão. A dor aguda faz parte do efêmero, nosso encontro. Vontade de correr, também de imobilizar. Depois alívio. Terminou. Não existes, no teu lugar, ponderações, eu? Sei lá se existo. Imobilização. O momento se cristalizou ou morreu, ou se resolveu, aquele momento. Nem sempre corajoso o meu abandono, nem sempre… coisas miúdas da saudade.

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