” Na arte reflexiva, a forma de arte está presente de uma maneira enfática.
Fazer com que o espectador tenha consciência da forma implica em prolongar ou retardar as emoções. Pois, na medida em que estamos conscientes da forma numa obra de arte, tornamo-nos de certo modo distantes; nossas emoções não respondem da mesma maneira que na vida real. A consciência da forma produz simultaneamente dois efeitos: proporciona um prazer sensorial independente do “conteúdo” e convida ao uso da inteligência. Pode se tratar de um nível de reflexão muito baixo, como a solicitada, por exemplo, pela forma narrativa (o entrelaçamento das quatro histórias separadas) de Intolerance (Intolerância) de Griffith. Não obstante, é reflexão. (p.210) Susan Sontag – Contra a interpretação – vontade de encontrar as vozes, o outro, os muitos, e poderíamos conversar sobre estas questões todas, eu cito, faço fatias, tiro do todo, não arrumo, não continua… no ar a vontade de conversar, e conversar e fazer uma palavra chamar outras tantas palavras. ” O que importa é recuperarmos nossos sentidos. Devemos aprender a ver mais, ouvir mais, sentir mais.” E não estamos fazendo isso por causa da pressa… ou por muitas coisas que nem conseguimos nominar. SOS vamos parar um pouco pensar um pouco, sentir um pouco. Elizabeth M. B. Mattos – novembro de 2024 – Torres