Hoje, milagrosamente, consegui fazer guisado, panquecas, perfumes faceiros, e, milagrosamente também, terminar / deixar a cozinha espetaculosamente limpa: tudo. Panelas, fogão, pia e chão. Lavei a alma escutando minhas canções francesas. A tarde mal começou. O dia se espreguiça, sol instalado. Frio, frio, frio. O sol tenta /parece resolver. Estamos todos concentrados. Eu? Louca pelas bananas -, se fosse mais corajosa faria uma torta com elas e devoraria. Este é o problema, devorar. Sim, já confessei que a cozinha não me interessa mais, o problema é a fome. Solução saudável, resolver. Pois é, aquela história de não ficar parada, exercitar-se, não enferrujar. Eu invento. Passo os lençóis, as dúzias de fronhas da meia dúzia de travesseiros. Perfumo. Aspiro a casa. Deveria revirar canteiros para as flores, as folhagens, sei lá das tantas mágicas de quem gosta da terra faz acontecer… Bem, o ideal nem é tão perfeito assim. Acho / penso, que minhas panquecas ficaram perfeitas. Quem sabe eu faço a torta? Elizabeth M. B. Mattos – junho de 2025 – Torres
