estranheza

acordar, bom. não acordar pode ser bem cinza. sentir o frio, ótimo, ainda é inverno. levantar: esforço extra… abrir as cortinas, ligar o radio e passar o café. pão na torradeira, manteiga. um copo d´agua. e depois aquele silêncio de dentro começa a chamar. desligo o rádio e a passarinhada se manifesta. acordam agitados, ocupados. cinzento o amanhecer, uma chuva qualquer se apresentou… já se foi… repito todos os dias, inverno de minha infância… o que temos de diferente? a tal infância festiva ou triste, de abraços ou esquecimentos. a criança que fomos define tudo o mais?! ah! quantas teorias! precisamos investigar tudo, sublinhar e a gente vai caminhando nestes trilhos… a psicologia definiu, os estudos avançaram, os homens, modo geral, usam plaquinhas que não se esqueçam de lembrar as suas qualidades e os seus defeitos. identificação. será que sei qual é o meu prazer maior? será, será, será? a lagoa está parada quieta, espera o sol, todos nós esperamos o sol. noutros tempos… criança, eu pensava que seria fantástico atravessar o nevoeiro e acordar em Londres. o mundo superlotado pela falta de educação não atrai mais. acho eu. o melhor lugar é a casa, a lareira, o cheiro da sopa, e o café quente. Elizabeth M. B. Mattos – julho de 2025 – Torres

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