sem história triste… só vontade firme e aquela beleza que a gente batalha, corpo malhado, cabelos tratados / sim, investir na imagem e focar. vestir... luxar por este lado porque o mundo, o respirar está caríssimo. como vou fazer? cortar a grama, tenho a máquina, podar as folhagens, eu posso. curtir a piscina neste calor absoluto, praia, seja com guarda-sol e distancia há de se ter coragem… o sol tá exigindo tudo, o mar lotado. ou tudo isso é imaginação minha? as séries turcas bombando, a televisão dentro da alma… a música e o piano meus / curto / fico feliz / com prazeres absurdos também, lavar a roupa (mania de cheiro cheirosos), passar os lençóis, vibrar com odores de tapetes perfumados. sem poeira, louças bonitas postas em toalhas limpas. comida feita por mim… o viver a vida nas/pelas conversas com o neto, intermináveis falas. deixo correr o amor, leio, inadvertidamente eu leio até deixar os olhos exaustos. iria ao cinema e comeria pipocas do pipoqueiro… comeria balas de gomas. ah! gosto do que foi e do que é… ando sentindo uma certa nostalgia / o corpo precisava ser mais cuidado… mais animado! enfim! Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres / bom sono importa, não esquecer. acho que vou fazer uma tatuagem. vou? entrar / escolher / ou me candidatar a outra tribo… recomeçar.