sonhador

enquanto faço as panquecas fico a pensar nos infernos e nos paraísos / aqueles lugares extraordinários em que nos enfiamos enquanto o mundo se apresenta tão quente (calor!) e igual nos desencontros. esta coisa de encontrar pessoas, conversas e abraços parece fantasia de carnaval – pois é – engraçado! não prestamos muita atenção! e os estados nos pertencem… remédio? trabalhar, qualquer coisa / pequena ou grande / trabalhar dentro de si ou num lugar qualquer, vender sanduiche ou sucos, atender numa loja, sacudir as tranças para não se encostar no outro… difícil se relacionar, em casa, consigo mesmo, com os outros… ah! e tão fácil! é preciso olhar…olhar, olhar e ver. não apenas televisão, aliás, o vício dos vícios! e o sonhador, o carente de afeto e cheio de saudade do amor, o vivo e latente estado de sonhar fica ali… esperando. A gente espera sempre, carrega sempre, e nas costas, a placa gigante: SONHADOR. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres com praia e sol e praia… bom pra quem gosta!

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