por que não fui megera nem suficientemente carinhosa

Mãe tem sempre a severidade de educar, exigir e um monte de mal entendidos todos que resultam em amor transbordando… Pensei, não consegui exercer isso… Primeiro tive filhos cedo demais, três em cinco anos / e, logo separei e ficou assim: um com cinco, outro com três e a caçula com um ano. Acabei embolada em decisões q não dependiam de mim / de certo modo / porque eu era, absolutamente, dependente do meu pai e da minha mãe. O pai das crianças, recolhia os três, religiosamente, sexta-feira a noite, ou no sábado bem cedo… Devolvia no final do domingos: necessitados de banho e sono. Eu? Um ano depois, divorciada, fui terminar meu curso e trabalhar… Entramos todos em rotina aquartelada. No verão, todos, terminados os festejos natalinos e fins de ano / para cada dos meus pais, a Varig nos levava direto pro Rio Grande do Sul, Porto Alegre, depois Torres: o mar, o veraneio. Entraria eu também em férias? Minha mãe e meu pai cuidavam de tudo. Aonde acumulei os beijos e os mimos, as vontades e as brigas com eles? Nada era decidido por mim, ou muito pouco. Estou pensando nisso. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres – um amanhecer cinzento, mas quente, meio pode ser chuva, talvez.

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