“Parecia mágica. Como se fôssemos pessoas caindo do céu o tempo todo, andávamos sem deixar nenhum rastro.” Han Kang – Sem despedidas
Sem despedidas é a vida. De repente, o outro não está mais onde deveria estar. E os vestígios de convivência, presença, um lençol amassado, uma toalha manchada de suco, os farelos na bancada são aborrecimentos não convivência, são invasão, não amor. A perda não tem hora nem dia / sem despedida. Alguém vira as costas porque não te enxerga mais e ‘tem outro plano’; nestes novos planos aquelas pessoas não estão mais incluídas, como se alguma vez estivessem neste mapa (escapa uma lágrima)… Vou cruzar com ela e não a reconhecerei. Na verdade, a surpresa, é um choque. Somos estranhos. E vamos apreender a ser nós mesmos… A contar com a nossa própria vontade, e nossas soluções… caminhar sem olhar para trás. simples assim. Sem denguice. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres ficando frio. Será que pode? Ficou.