quem leu ANGÉLICA da Lygia Bojunga Nunes não deve ter esquecido de nenhuma palavra! Nadinha… a boa leitura, o bom namorado, o bom marido, os bons AMIGOS! eterna sensação feliz / claro! explicação, meu querido? a insignificância termina nela mesma… mesmo quando faz parte da decepção. Os equívocos se exibem, mas seguem equívocos. amados não morrem. o equívoca é anedótico, risível… quem não foi amado desaparece. perdas causam dor e mágoas, e apertam. são ausências permanentes…não amados, somem.
Coisa boa que é a vida! Ele era bem pequeno, não sabia direito como é que se vivia, andava louco para saber melhor; pensou um bocado, acabou perguntando: Como é que a gente entra na vida, hem? Tem porta para bater? E batendo… eles abrem? sempre abrem… (p.9 Lygia Bojunga Nunes Angélica. concordo, nunca deixam chaveada a porta, e também não explicam nada. a gente namora, a gente casa, a gente faz o que todos esperam que seja feito, sem manual de instruções. e derrama-se lágrimas aqui e ali, mas, o bom mesmo é viver… e o que se vive é tão misterioso que todas as histórias contadas não conseguem / não sabem medir… Coisa boa que é a vida! quem leu / lê segue na vida dupla de prazer / assim, eu? sigo batendo nas portas, as pessoas abrem, eu entro. experiência boa, porque as ruins não devem ser contadas / nem sublinhadas / às vezes, confessadas (é verdade)… o verão parece maior / mais longo do que o inverno, e a gente sofre do excesso dos dois, sente, porque a vida / estar vivo é assim mesmo / muito bom. Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de 2026 – Torres / Carnaval se apresentando, suado carnaval, alegria e folia, afinal! dançar é muito bom mesmo.