não se trata de bater na porta, ser convidado para entrar, aceitar uma xícara de chá / quem sabe uma gasosa, ou uma cerveja posto que está tão quente. meu querido, não se trata de falar, nem explicar, nem trazer flores – (embora flores abram mais portas do que as possíveis). não se trata de brincar nem de fazer confissões. estas tu já fizeste encarreiradas lembras? feito terapia recreativa, e como tais encarei, acho que não esqueci, mas não pontuaram… ou pontuaram? eu te fiz herói? mas, cá entre nós, de heróis, estamos fartos não é? acho que carecemos de gente gente, com ossos e corpo, e coração, menos enlouquecidas pelo poder, o abstrato poder e comando / uaiiii! chatice isso de querer / dizer / comunicar / resolver / embaralhar e enfeitar a avenida. uauuuu! estamos precisando de concretitude. enfim: manda flores, vou gostar, no dia seguinte manda flores outra vez e no terceiro dia, manda flores e no quarto dia, manda flores e bombons, e no quinto dia, manda uma carta. adoro cartas… e estaremos unidos para todo o sempre meu querido. Elizabeth M. B. Mattos – fevereiro de 2026 – Torres – ainda estou em Torres, inacreditavelmente pareço cimentada… haja vontade de voar, voarei.