…uma ideia louca

[…] considerando-se o fato friamente, de maneira razoável, não se podia deixar de julgar uma ideia louca, essa de pretender reconhecer no vasto oceano sem fronteiras uma baleia solitária, e admitindo que fosse encontrada, julgar que o seu perseguidor a pudesse identificar com a perspicácia daquele que identificasse nas ruas congestionadas de Constantinopla um mufti de barba branca. Sim, porque a fronte branca de Moby Dick e sua nívea corcova não podiam deixar de ser inconfundíveis. (p.230) Herman Melville MOBY DICK

…e o pensamento voa. a ideia louca surge… a gente tendo assinalado, reconhecido, sabendo quem / e como o mal nos agarra… por cabelos esticados e grisalhos, por encaracoladas ideias possessivas insiste em resolver. não tem solução. as mãos agarradas no erro, acertam afinal… é preciso reconhecer. sem solução, solucionado está. claro! levantar a âncora deve dar um trabalho enorme – mecanizado hoje, mas mesmo assim chegar ou partir é sempre assustador. Elizabeth M. B. Mattos- fevereiro de 2026 – Torres

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