meu querido, uma ventania cinzenta chegou / a pensar que ontem ainda era verão… só uma ventania? deve ser, apenas isso… acontece tanta coisa ao mesmo tempo! ela carregou / levou meu tempo de te pensar pra um vazio esquisito /
de repente, saltei do sono / da sesta / escutei as trovoadas… urgente te dizer que / se não te penso forte, lembra, não te esquece, tu me levas no teu bolso, estou contigo escondida, cochilando… acordei muito cedo hoje, e, valente, fiz uma meia lagoa num passo bom, apenas eu na rua… não posso deixar de fazer as coisas por aqui… as de fora, as de dentro… vira logo caos completo. tenho que ser muitas BETH, algumas Elizabeth mas não completo o roteiro todo: começo e não termino, escrevo e não concluo, penso e durmo ao mesmo tempo. AH! já estou no Rio de Janeiro outra vez. vou segurar o vento! mas te digo que as panquecas ficaram boas… a salada perfeita. e o sono me agarrou agora, assim, no meio da tarde. mas sigo igual te amando nesta ventania, na atrapalhação, entre um parágrafo e o silencio. te cuida, te cuida muito. Elizabeth M. B. Mattos – março de 2026 – Torres / e a chuva desceu forte… te cuida?
