nada a não ser a luz acesa nos teus olhos, a presença do teu corpo. continuas no meu abraço. não pertencemos um ao outro… mas um dia dois, ou já são três? cá estás… sensação de pertencimento. eu me entrego, ou tu te entregas? é saudade. tanto tempo separados! por quê? quero a vida. és a vida. pertenço a tua vida, pertences a minha vida. plenamente. reinventaste para mim, comigo, os gestos da vida. reinventaste meu corpo, um uso do meu corpo, pelo menos, já não mais estritamente uma economia de existir / de sobreviver, mas o de entregar-se… desperdício amoroso negar. agora, saio da ilusão, do sonho, de mergulho de vida… volto para lugar nenhum, qualquer lugar, o que dá no mesmo… minhas raízes doravante estão em lugar nenhum, qualquer lugar… às vezes quero voltar para casa, quero que seja como sempre foi… não a sensação pungente de exílio. coisas e sentimentos secretos de amor: o lugar nenhum, nenhum lugar – o nosso? o meu? Elizabeth M. B. Mattos – março de 2026 – Torres
frágil felicidade de viver – apetite de viver. a avidez me impede de respirar, é isso? esta vitalidade não evita a minha vulnerabilidade / outra vez, tão menina!