seria bom, por um momento, parar / interromper o fluxo do pensamento / que incluiria, é claro, o fluxo do olhar e parar de pensar / sem dormir /? como que recomeçar bebê / comer, dormir, brincar com as mãos, dormir outra vez para ter certeza que tudo seria outra vez, tudo… em ritmo felicidade / fazer. o nada é um reduto preguiçoso / um inferno branco. sei lá! eu acordo a limpar a pensar e ver com tamanha avidez! // parece que as pessoas não cozinham nem fazem mais / elas se afundam em olhar olhar olhar… o que exatamente elas veem? já se tornou repetitivo / espelho o tal outro / o mundo repete as mesmas praças / o mesmo feérico ir e vir! as vitrines / os manequins se repetem e agora os pequenos robôs se reproduzem como higiênicos filhos obedientes. a rir deste mundo mecânico e moderno… uma caixa dentro de outra caixa… pensar se transformou numa aventura quase selvagem… Elizabeth M. B. Mattos – março de 2026 – Torres meio a temporal / calor / ventos e esquisitices…
