começar do começo / metade dos desejos… já tinha acontecido tanta coisa! voltar / mudar para Torres, definitivo. aventura dentro da aventura… eu IA ( do verbo IR) uauuuu! siglas engraçadas / não é inteligência artificial, nem imposto de renda: sou eu chegando em Torres com armas e bagagens e vontade. grande, enorme vontade. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres no aniversário de Valentina…foto linda! (eu acho)
da pequena saudade que sinto de ti: manhã , meio da tarde. saudade, sempre saudade ou é a tristeza tristeza? nostalgia: não estás aqui, ou porque não estou aí, não importaria o lugar… saudade. saudade do que não fizemos juntos. acho que deve ser isso, saudade do que nunca será… Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 / a terminar… ou festejo do ano que começa… balões! saudade de ti, meu querido
coisas de saudade! som / margarida / uma necessidade esquisita de chuva e vento, raio e trovão: tempestade, e , tudo é mesmo saudade / falta de ti…
eu te imagino na casa do sítio entre os cães e as visitas, a cozinha e as risadas. tua liberdade grita dentro de mim. assim… devagar, eu volto para o velho apartamento e para aquela alegria particular de recomeçar, refazer, recomeçar… caixa de coisas boas, lembras? trouxeste animado, junto a intimidade de tantos tantos anos! estou com saudade! Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres, ainda Torres, sempre? eu queria gostar de estar em Porto Alegre ou outra vez Rio Pardo. Santa Cruz do Sul – um pedaço do Rio de Janeiro e a nostalgia de São Paulo, eu não fui… eu não fui a Modena.
fizemos muitas muitas loucuras juntos, tu e eu podemos listar e brincar de descobrir. sabíamos ou não se eram loucuras… poderíamos revisitar juntos, ver e rir. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
poderíamos, meu querido, repetir algunhas destas loucuras, tenho certeza…
a sensação de ser tão e completamente feliz não se explica… a gente sente, e alimenta com o melhor que temos por dentro. importa que seja dividido, continue pingando, deixando rastro, seja guerra ou paz / o mundo e suas esquisitices e armadilhas! uma das outras questões é não levar muito a sério, nem a si próprio, nem aos outros… talvez a natureza. sim, e aqueles afetos que pipocam a nossa volta. encontrar foi um destes motivos de ser feliz, nós nos demos a mão e comemos pastéis juntos, e gostamos de estar juntos. de abraçar sensação de ser feliz de conversar. conversar coisas que sempre existiram… e acreditar, acreditar mesmo no descompasso… sim, tu e eu procuramos o melhor lugar, sentamos a sombra do cinamomo e nos contamos histórias… rimos, comemos sanduiches, às vezes, cochilamos abraçados. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
“Ao contrário da leitura das páginas escritas, a leitura que os amantes fazem de seus corpos (essa concentração de corpo e mente de que os amantes se valem para ir juntos para a cama) não é linear. Começa de um ponto qualquer, salta, repete-se, retrocede, insiste, ramifica-se em mensagens simultâneas e divergentes, torna a convergir, enfrenta momentos de tédio, vira a página, retoma o percurso dirigido na medida em que tende a um clímax, e, em vista desse objetivo, preparam-se as frases rítmicas, as escansões, as ocorrências de motivos. Mas será o clímax o verdadeiro alvo? Ou a corrida para esse fim não será antes contrariada por outro impulso que se esforça contra a corrente para retardar os instantes, para recuperar o tempo?
A improvisação confusa do primeiro encontro, já já se pode ler o possível futuro de um convivência Hoje vocês são cada um o objeto de leitura do outo, cada um lê no outro sua história não escrita.”(p.160) ÍTALO CALVINO
Se eu fosse viajante, sem endereço fixo, sem amor, sem paciência nem sorriso… se eu fosse viajante teríamos, tu e eu nos encontrado? teria visto teu corpo magro, teus olhos azuis… teria corrido para teus braços? Elizabeth M.B. Mattos – janeiro de 2025
olhar não pode ser apenas ver, um olhar conversa e julga, explica e amplia… assim, peguem um lápis e comecem a escrever o que estão pensando / vocês viram como estava o jardim quando amanheceu? Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres
não saber de ti /não poder entrar em contato, não saber aonde estás é… pode ser, não sei como explicar, pensei em ALICE no PAÍS DAS MARAVILHAS quando ela cai…vai caindo, caindo… e, acorda, ou chega, ou encontra, ou…entra no outro mundo… extraordinário, terrível! que seja apenas um sonho… tentei telefonar, não foi bom, tentei mentalizar, não adiantou…
ausência deve ser sonho sonhado, tipo pesadelo que se converteu em… em pesadelo , é isso/ não é sonho / pesadelo é o fragmento que acolho durante o dia o levo para o sono, quando consigo dormir… pesadelo não ter notícias tuas…
aonde estás? um beijo. Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres ( céu azul e inquietude cheia de nuvens )
quando alguém de perto / da nossa convivência / deixa de ser feliz / e infeliz já não é mais quem deveria ser / só o fato de estar perto nos deixa não apenas triste, mas infeliz também / mesmo não querendo, ao conviver compartilhamos tudo / tudo e os sentimentos se misturam… Elizabeth M. B. Mattos – janeiro de 2026 – Torres