Steve JOBS

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Os pensamentos constroem padrões como andaimes na cabeça da gente. São realmente padrões químicos gravados. Na maioria dos casos, as pessoas ficam presas nesses padrões, como riscos num disco, e nunca saem deles.

Vou ser sempre ligado à Apple. Espero que por toda a minha existência eu tenha o fio da minha vida e o fio da Apple entretecidos, como num tapete. Pode ser que eu saia por alguns anos, mas sempre voltarei. E pode ser isso que eu queira fazer. A coisa principal a meu respeito é que ainda sou um estudante, ainda estou em treino.

E você quiser viver sua vida de forma criativa, como artista, não pode olhar muito para trás. Precisa estar disposto a pegar tudo o que fez e quem foi e jogar fora.

Quanto mais o mundo exterior tenta reforçar uma imagem sua, mais difícil é continuar a ser artista, e é por isso que tantas vezes os artistas precisam dizer: ‘Tchau. Preciso ir. Estou enlouquecendo e estou indo embora. ’ Então eles vão e hibernam em algum lugar. Talvez depois ressurjam um pouco diferente. ”

Steve Jobs – entrevista para o escritor David Sheff

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Detalhe

Providenciaria a comida e tudo que precisasse. E virias a mim todos os dias, escalando o muro  do teu jardim, tanto no verão quanto no inverno. E todos os dias nos beijaríamos no escuro pra não me olhares, mas me sentires… Pois eu sou tua mulher e tu és o meu homem.

Pode ser Giorgio Bassani, O jardim dos Finzi-Contini

Sentirei teu corpo magro. Farei um carinho. A mesa pronta… Elizabeth M. B. Mattos – Torres 2016-05-04 14.32.15

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Sei que não devia desnudar-me ou contar, sei que não devia dizer nem fotografar, ou explicar. Sei que não deveria lembrar, nem exibir… Contar nos dedos, ou esperar. Detalhe é o tempo, os anos, as ondas, a janela, o foco sem foco…amar. Beth Mattos

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Sonho ou pesadelo?

Hoje. Aquela temperatura gostosa de um inverno fora do lugar, mas ensolarado e outonal. Tudo misturado. A luz, o prazer. Estar em casa.

Aberto, verde este dia. Colorido. A natureza entra sem convite e se instala nos sofás. Converso com a claridade do amanhecer. Beberico meu café preto. Passarinhos se agitam pelas buganvílias numa conversa amistosa.

Uma noite dessas sonhei que voltava pra casa, aquela casa da Rua Vitor Hugo, em Petrópolis. Não foi sonho, foi pesadelo. Peguei um táxi e chegando a Avenida Protásio Alves o motorista me explica que não existe mais a rua. Desapareceu, continua surpreso. Eu revido. Impossível. Meus pais estão lá, moram lá, e me esperam. Eu preciso ir para casa. Não pode ter desaparecido. Estupefatos, os dois. Damos uma volta. Ele repete. Desapareceu, não existe mais aquela rua. E fico numa angustia que me fez acordar, porque não sabia para onde voltar.2014-11-02 15.35.18.jpg

Truman

 

Truman | Crítica

Ricardo Darín comanda co-produção entre Espanha e Argentina que faz rir e chorar com mesma facilidade
MARCELO FORLANI

Apesar do rosto de Ricardo Darín em destaque no pôster de Truman (2015), não é o ator argentino que empresta o nome de seu personagem ao longa do espanhol Cesc Gay. Truman é, na verdade, o nome de seu cachorro, elemento central que servirá de fio condutor à trama – o McGuffin tão caro ao Hitchcock.

Desde o momento em que Tomás (Javier Cámara) viaja do Canadá para a Espanha para visitar seu amigo Julian (Darin), o que se vê na tela é um filme que segue a cartilha dos projetos independentes de comédia dramática com pitadas de bromance (a relação heteroafetiva entre dois amigos).

Durante os quatro dias que passam juntos na Europa, os dois levam o tal cão para conhecer pessoas dispostas a adotá-lo. A cada casa, a cada bar, a cada parada, os dois vão revivendo e revitalizando sua amizade, que está com os dias contados e, mesmo assim, cada vez mais forte.

Trata-se de um filme carregado de emoções, mas sem pesar a mão para a dramalhão. Com a mesma facilidade que arranca risos do público, o cineasta catalão também faz escorrer lágrimas pelo rosto do mais duro espectador, algo que só é possível porque tem em mãos dois ótimos atores, cuja química é inegável.

Um belo ensaio sobre solidão, amor, amizade e despedidas, Truman é um belíssimo filme. Suas falas são precisas e seus silêncios, de apertar o coração.

Nota do crítico (ÓTIMO) críticas de filmes

Dois irmãos

Não é você a me espiar. Sinto. É o irmão que se aproxima… História invertida. Cabeças trocadas, outro corpo, outra vida. Dois a se juntarem num só. A mesma ama de leite, o mesmo medo, o mesmo vazio. Não é você ainda, mas a força dos sete meses que se lança… Eu importo? Ou competir importa? Não sei a diferença entre você e eu, e ele. Os irmãos, ambos pertencem ao meu imaginário.

Pedro esqueceu os óculos em cima da mesa. João deixou a rosa. Pedro trouxe um vinho. João a risada.

Dois irmãos dois afetos. Três amigos. Duas intimidades. A vida. Como explicar? Esta relação entrelaçada de angustia, tédio, carência, transbordamento, somos nós. E agora, um filme…

Truman, o filme que pode fazer chorar, o melhor, o diferente, o que pode nos impressionar. O bom cinema.

PrêmiosPrêmio Goya de Melhor Filme.

IndicaçõesPrêmio Goya de Melhor MontagemPrêmio Ariel de Melhor Filme Ibero-Americano

Um filme de Cesc Gay com Ricardo Darín, Javier Cámara, Dolores Fonzi, Eduard Fernández. Dois amigos de infância, separados por um oceano, se encontram…

 

“É muito bom esquecer as coisas desagradáveis. Mas isso não as torna críveis, como não as torna justas. O senhor me ama mesmo de verdade?”

(p.48) Aventuras de uma Negrinha que Procurava Deus, George Bernard Shaw

 

Bainha Aberta

Importa o equívoco. Faz toda a diferença perceber o detalhe. A palavra sussurrada, o silencio a escutar. Entrar no universo do outro, sem sair do nosso, apenas estar lá por uns minutos, mas completamente, estar com o outro por inteiro. Derramar afeto.

A distorção da realidade, de Steve Jobs: “Não faça concessões,” importa encontrar o  resultado perfeito, “A viagem é a recompensa“. Como repete meu amigo Dado.K.C. No percurso da jornada, o prêmio. É a caminhada, a ideia, o sonho que nos move em direção a. Todas estas máximas recorrem ao amor. Acariciar, proteger, e confortar. Gestos cruciais para nossa sobrevivência. Então, o sorriso e a palavra importam.  Pode ser a evidência. Foi amor, ou descaso? O fazer acontecer, a conquista, e o desdobramento acalma a efervescente carência. É preciso trabalhar. Seguir. Elizabeth M.B. Mattos – abril – 2016 Torres

 

Beleza emociona

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Chuva na beira do mar… Areia molhada encolhida, presa naquela sobra de mata Atlântica. Selvagem outono. Mar agitado, dançando frenético. Esta chuva leva, lava, abre o mar inteiro. Conversa com o vento.  Deslumbramento. Vestido cinza escuro. Esverdeado. Babados rendados. Espuma de sal, em cascata. Nove ondas. Volumoso oceano. As pontas do vestido nas pedras, sem areia.

Não fotografei o prazer abraçado no vento. Quero tudo pra mim: serra, mar, praia, vento, tempestade e chuva. Elizabeth M. B. Mattos – abril de 2026 – Torres

Ainda Steve Jobs

“Lembrar que vou morrer logo é a ferramenta mais importante para me ajudar nas grandes escolhas da vida. Porque quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo do fracassou ou da dificuldade – simplesmente desaparece diante da morte, deixando apenas o que realmente importa. Lembrar que vamos  morrer é a melhor maneira que conheço para evitar a armadinha de acharmos que temos algo a perder. Você  já está nu. Não há por que não seguir o que dita o coração.” (p.475)

Discurso de Formatura em Stanford, Steve Jobs in Steve Jobs por Walter Isaacson

Quando pensamos na fugacidade da vida nos alargamos no prazer de reencontrar, fazer acontecer, espreitar, arriscar. Importam os dois passos em direção a …

Quando as coisas se resolverem neste país, eu vou pra França, prometo.

Dado.K.Corbetta soma e sublinha, e eu agradeço: “Beth, teu cara é realmente inteligente, e pro ativo, a grande verdade é a finitude, aceita-la, e sabermos da nossa pequenez , me leva a crer que temos que viver o melhor possível dos nossos caminhos, com intensidade , coragem e criatividade.
Lutar sempre por nossos objetivos e busca-los sempre de uma maneira ou outra .
Deixarmos rastros na vida , nos torna mais vivos e plenos!”

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