Transpira o medo

…a violência se aproxima do mar. E aquele cheiro de morte que o medo transpira se espalha. Nenhuma água, sal, chuva, ou sol consegue lavar, aliviar.

O suor escorre. A roupa cola no corpo.

“O Grito”

‘Estava andando pela estrada com dois amigos

O sol se pondo com um céu vermelho sangue

Senti uma brisa de melancolia e parei

Paralisado, morto de cansaço…

… meus amigos continuaram andando – eu continuei parado

tremendo de ansiedade, senti o tremendo Grito da natureza’

 Edvard Munch

Edward Munch  – O grito.

Artista completo quer dizer pintor, também  poeta. Nunca completo…

 

 

VALENTINA

Sintonia. Felicidade morna de bebê nos braços! Alegria quente do sono entrecortado. E prazer, prazer continuado. Fácil. Amar, desdobramento. O nascimento. Milagre continuado num olhar que desperta. Elizabeth  M. B. Mattos – maio de 2014 – Rio de Janeiro

Imagem

Resmungos

IMG_1278

 

O silêncio da solidão! E não está sozinho o homem. Opaco e prolongado silêncio!

Segundo pesado, porque não está sozinho este homem.

O vazio corta. Depois desta luz tão quieta, escuta o tempo arrulhar.

 

 

Foto de Joana Vianna Moog – Espanha, Madri.

A vida.
Celebraste a continuidade.
O milagre.
Ora a solidão, o medo…
E o fim.
Enfim,
Assim é.
Com pombos, natureza ou livros
mente pensante
não à solidão
E adiante
voltaremos
pó.
Agostinho Brentano. Torres, 2014.