Tronco rugoso

Pequenos milagres, legítimo esforço de chegar… Revalidar a vida. A verdade escapa pelos dedos como o trigo moído: o pão é a doçura de uma prece. Enquanto as árvores falam,  o vento chama os olhos…Acendo um cigarro, penso no silêncio fresco. Penso no esforço de ser ainda uma vez eu. Vejo as flores brancas presas no tronco rugoso da vida. A vida não se conta, mas se esmiúça na ficção. A ficção, o arremedo do suspiro fluído.  A vida se esconde nas feridas abertas da dor. Clichê.  Na culpa, na raiva. Que todos os esforços se soltem agora na fresca da noite. E o indício do prazer  seguirá no acaso deste causo. Elizabeth M.B. Mattos – 2012

3 comentários sobre “Tronco rugoso

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