O Pai Marinheiro

O mergulho traz calor: súbita luz do mar ou do sol? O silêncio estaciona inquieto e produtivo. A leitura chega madura na página certa. As amoras estão na vasilha transparente, e a memória fica lambuzada no azul. Neste instante exato a criança abre os braços pro abraço. Chegou a hora! O corpo inteiro responde ao calor. A Serra do Mar desenhada na geografia da voz que descreve a ilha, o vento… Olhar pacífico. Palavra certeira que derrama histórias no risco do mapa. Rios e montanhas, planícies, oceano. O farol. O pai marinheiro de direito! O mergulho traz calor. Fiz um gramado na minha sacada, e o maracujá se espreguiça na buganvília. A história atravessa a vidraça… As uvas se preparam pro verão… Elizabeth M.B. Mattos – novembro de 2012

2 comentários sobre “O Pai Marinheiro

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