Não é nada

Penso: quero te contar tantas coisas, mas esbarro no motivo desta transferência de ansiedade… O que ata as pessoas? O que desata? Penso. Não faço nada. E me pergunto sobre a estranheza de sentimentos que se misturam. Confessar? Gritar? Conversar? Escutar? Entender? Saber? Como é que se faz a relação perfeita? Por que os sentimentos precisam sair todos do mesmo lugar, o lugar certo? Tudo tão sem rumo! Nenhum sentimento deveria esmorecer nenhuma carícia morrer. As crenças deveriam convergir. E esta coisa inútil de repetir sempre as mesmas coisas, sentir igual, sofrer igual, e se contentar com o ritmo manso das relações mornas de sempre… Como posso lamentar os sentimentos mutantes? Como posso me inquietar com o vazio da convivência pacata onde nada é dito, e os significados resvalam no silêncio…  O dia se ajusta na seqüência lógica: às cinco horas da tarde beberemos o café com leite, e comeremos as torradas.

Eu me esvazio das pessoas, eu me tumultuo neste ir e vir. E sinto pena do Frajola que se esforça para eu ficar um pouco mais … Nunca um nome definiu tanto um gato! Da Onix que me olha por baixo do olho triste, triste na tristeza canina dela! E dizer estas coisas, contar estas coisas não é nada…

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