EXCESSO…

Boca cabelos olhos. As pernas. Pescoço nariz. A pele. Tudo beleza. E dentro dela solidão. Porta fechada, tímida. Se a perfeição está somente no corpo como serão os gestos, os sentimentos?  Isabel entra na loja da esquina. Rouba pequenos objetos sem escolher. O coração preso no medo, mas assim mesmo rouba. Caminha  com a cabeça erguida como se aquela visita fosse apenas um olhar transitório de lazer. Desafia. Quando se sente observada sorri e sai… Burla vigilância. Mas eles a surpreenderiam… A beleza esta associada à punição? O pecado exige castigo porque a beleza é excesso. Talvez! Ausência do belo uma máscara inacabada. A beleza tem veneno. Ser feio protege a pessoa.  Abre-se ao talento… O destituído de beleza se esforça na alegria para a bondade. Honesto ou cruel?

Exausta. Talvez preenchida. Um vento forte, num verão que fica vestido de primavera. A cidade lotada e pessoas feias. Isto importa? A beleza sempre importa. E mesmo assim a vida rouba esperança e oportunidade.

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